Nível do Rio Acre volta a diminuir e Estado vive pior vazante da história

Nesta sexta-feira (12), o Rio Acre voltou a marca de 1,33 metro (m), a menor já registrada pela Defesa Civil do Acre.

A primeira vez que o manancial chegou a este nível foi no último dia 9 de agosto. De acordo com o órgão é a pior vazante da história dos municípios abrangidos pela calha do rio.

O Estado está sob decreto de Situação de Emergência e reconhecido pela Defesa Civil Nacional e o Ministério da Integração, desde o dia 4.

Mas ainda aguarda liberação de recursos pela União.

Na sexta-feira (5), a chuva que caiu sobre a cidade elevou o nível do rio, mas sem condições climáticas favorá- veis, voltou a diminuir.

Os órgãos que realizam o monitoramento avaliam que a situação vai se estender até o final do mês de setembro ou a primeira quinzena de outubro. A estiagem já afeta o cotidiano dos cidadãos.

A capital, Rio Branco, teve que diminuir em 25% a quantidade de água distribuída para a população.

Estado está em Situação de Emergência reconhecido pela Defesa Civil Nacional e o Ministério da Integração Isso porque o baixo nível das águas dificulta a captação realizada pelas bombas da Estação de Tratamento da cidade.

Os produtores rurais têm dificuldade para escoar a produção, pois a navegabilidade em todo o curso do Rio Acre está comprometida.

Os peixes também estão se acumulando em áreas ainda profundas, o que tem gerado a pesca predatória de algumas espécies

Queimadas – Além da estiagem, o tempo quente e seco favorece o aumento do número de queimadas ilegais.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, major Cláudio Falcão, os incêndios florestais se concentram na região do Vale do Juruá, próximo as cidades de Tarauacá e Feijó.

Em todo o Estado a fiscalização e o combate a incêndios tem se intensificado. Folgas e férias dos servidores públicos que trabalham nos Bombeiros foram suspensas para que todo o efetivo de combate direto estivesse à disposição.

Além disso o Pelotão Ambiental, o Ibama e a Secretária de Meio Ambiente do Estado fazem parte da força-tarefa no combate aos incêndios.

O major acredita que ainda existem problemas com casos de queimadas intencionais.

“Assim como em outro Estados é muito difícil conseguirmos responsabilizar as pessoas por causa de queimadas ilegais, mas, neste ano, duas propriedades foram interditadas por crime ambiental e punidas”.

Para ele é necessário, neste momento, cooperação da população para evitar queimadas e também para diminuir o consumo de água além do necessário.

“Com a ajuda da população será possível passar por esse momento sem grandes prejuízos para todos”, avalia. [Portal Amazonia]

Fonte: O Rio Branco

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