AM: denúncia anônima resulta na maior apreensão de quelônios

Na operação também foram apreendidos 668 quilos de manta de pirarucu

Quelônios Agência de Notícias do Acre / Flickr
Quelônios Agência de Notícias do Acre / Flickr

No Amazonas, 226 quelônios capturados ilegalmente foram resgatados da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, no município de Beruri, que fica a 173 quilômetros de Manaus.

Também foram apreendidos no local 668 quilos de manta de pirarucu. De acordo com informações do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a fiscalização foi feita por uma equipe composta por diversos órgãos ambientais a partir de uma denúncia anônima. Os quelônios e as mantas seriam vendidos na cidade.

A ação, coordenada pelo gestor da RDS, Cristiano Neves de Oliveira, foi realizada na última sexta-feira (23). Quatro pessoas foram presas. Elas contaram à Polícia que estavam há oito dias pescando ilegalmente na reserva. Segundo o Ipaam, após verificar as boas condições de saúde dos quelônios, a equipe devolveu os animais à natureza. As mantas de pirarucu foram doadas a moradores da RDS.

A reserva engloba quatro municípios amazonenses e possui quase dois milhões de hectares. Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a pesca ilegal é comum na área.

Devido à extensão da unidade de conservação, muitos pescadores acreditam que não serão flagrados pela fiscalização.

O Jornal da Amazônia 2ª edição desta quarta-feira (28) traz ainda informações sobre a paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil. A liberação de mercadorias nos portos de Belém e Barcarena, no Pará, está comprometida. O porto de Vila do Conde, em Barcarena, é um dos maiores do Brasil e um dos principais responsáveis pela exportação de minérios como a alumina. A paralisação relâmpago foi decidida em reunião nessa terça (27). Os trabalhos devem voltar ao normal na sexta-feira. A ação cobra a aprovação do Projeto de Lei 5.864/16, que trata da valorização do cargo de Auditor Fiscal e do reajuste salarial.

Fonte: Jornal da Amazônia

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