Após fim de bloqueio, índios Parakanã mantêm protesto no sudeste do PA

Etnia reivindica melhores condições de saúde, pavimentação e energia elétrica. Eletronorte informou que acompanha o caso e mantém contato com índios.

O protesto realizado por índios da etnia Parakanã na rodovia Transamazônica, no sudeste do Pará, chegou ao quarto dia nesta segunda-feira (26).  Cerca de 150 índios participam da manifestação, que interditou por três dias o trecho da rodovia na ponte do Bacuri, que liga os municípios de Marabá e Novo Repartimento.  Eles pedem melhores condições de saúde, pavimentação das estradas que dão acesso às aldeias e energia elétrica.

Após negociações envolvendo a Polícia Rodoviária federal (PRF), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Ministério Público Federal (MPF), foi acertada uma reunião com representantes da tribo, na manhã da proxima terça-feira (27), em Belém, com o procurador de Tucuruí, para discutir de que forma poderão ser atendidas as demandas apresentadas pelos indígenas.

Reivindicações

Segundo o cacique Kwatine Parakanã, as condições em que vivem os quase 500 índios da reserva Parakanã ficaram precárias após eles terem sido remanejados pela Eletronorte da área em que viviam antes da construção da Hidrelétrica de Tucuruí. A Eletronorte informou em nota que está acompanhando os acontecimentos e que mantém contato permanente com a comunidade Parakanã por meio de sua área de meio ambiente e de seu consultor indigenista.

Cerca de seis aldeias são representadas na manifestação. O cacique Haytyga Parakanã ressaltou que os indígenas também pedem a construção de casas, posto de saúde e escola na área, além de melhorias na infraestrutura com a implantação de rede elétrica e poços artesianos.

O caminhoneiro Pascoal Viana ficou impedido de seguir viagem como bloqueio na rodovia, mas considera o protesto justo. “É precária a situação da estrada e não é de hoje. Nós estamos aqui parados sem poder dar prosseguimento à nossa viagem, a nossa carga atrasa, está tudo atrasado, ficamos aqui na rodovia só tendo despesas”, lamentou o caminhoneiro.

Fonte: G1

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