Chacareiros fazem captação irregular de água dos rios para irrigar plantas

Córregos de Palmas estão com vazão baixa por causa da rigorosa estiagem. Com rios secos, sistema de abastecimento de casas fica comprometido.

Córregos de Palmas estão quase secos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Córregos de Palmas estão quase secos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Chacareiros e clubes da zona rural de Palmas estão fazendo captação irregular da água de rios para irrigar plantas e gramado. Além dos proprietários não terem permissão, o problema é agravado pelo fato de todos os córregos que abastecem a capital estarem com vazão baixa por causa da rigorosa estiagem, segundo a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Civil.

O chacareiro Noberto Joaquim é nascido e criado na região do Taquaruçu. Aos 68 anos, ele conta que é a primeira vez que vê o córrego Taquarussusinho nessa situação. “Nunca vi. É o primeiro ano. Qualquer pessoa podia desaparecer dentro do poço.”

No local onde Joaquim ficou surpreso por causa da pouca quantidade de água, tem uma captação para molhar plantas em uma área de um bar. Mais à frente, o gramado de um campo de futebol está bem verde. O lugar é molhado pelo sistema de irrigação.

“É molhado com a água do ribeirão Taquaruçu. Lá tem um motor e uma rede de cano já faz algum tempo”, afirma o caseiro Raimundo Evangelista.

A um km abaixo de onde mora Joaquim está localizado o córrego Taquarussusinho, que secou de vez.. Onde a água corria virou uma estrada. Ao lado existe um viveiro de uma floricultura de Palmas. Segundo a Guarda Ambiental, o proprietário não tem licença para captar água.

A água que mantem o viveiro é captada por uma bomba. As plantas estão bem verde. No local existe até pontos de irrigação em uma área que é de preservação permanente, ou seja, num lugar onde uma faixa de trinta metros da margem do córrego deve ser respeitada.

“Como se percebe no poço, depois que ele enche a pessoa faz a sucção da água com a bomba e não deixa que escorra para baixo. A gente verificou que não existe licença para o uso dessa água para determinada atividade e mesmo que tivesse, nesse período, o mais adequado seria que não se usasse a água para irrigar plantas, tendo em vista que pessoas estão precisando dessa água e os animais também estão passando sede”, explica o gerente de fiscalização, Heleno Freitas.

Com os rios e córregos praticamente secos, o sistema de abastecimento quase não recebe água para bombear para as casas de Palmas. Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Civil, a fiscalização vai ser mais rigorosa.

“Essa fiscalização acontece tanto pela Guarda Ambiental, quanto pela Fundação Municipal de Meio Ambiente e o Naturatins”, afirma o secretário, Francisco Viana.

Fonte: G1

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