Cine-Debate: Filme Centro Ruth Cardoso exibe o filme “Cumpra-se”

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Interessados sobre o processo de implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Novo Código Florestal poderão participar do cine-debate que acontece no dia 15 de setembro, às 19h. O evento é realizado pelo Centro Ruth Cardoso, em parceria com a SOS Mata Atlântica, e tem entrada gratuita.

Será exibido o curta-metragem “Cumpra-se: 4 anos do Novo Código Florestal e o Cadastramento Ambiental Rural”, com direção de André D’Elia, que estará presente no evento. Em seguida, Mário Mantovani, geógrafo e diretor de Política Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica fará a mediação do debate entre os interessados presentes.

Os convidados podem se inscrever, por meio deste formulário, até o dia 13 de setembro. Os lugares são limitados e, caso não haja mais assentos no auditório, os presentes serão direcionados à sala com transmissão ao vivo.

Sobre o Documentário

O documentário aborda o processo de implementação do CAR em Caxias do Sul (RS). Realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica e com direção de André D’Elia o vídeo tem como cenário as propriedades rurais do município gaúcho, considerado referência nacional em políticas públicas neste setor.

Caxias do Sul se destaca no cumprimento do novo Código Florestal por ter posto o cadastramento e a preservação dos remanescentes florestais efetivamente em prática. Com a adesão da maior parte dos produtores rurais da cidade, responsáveis por 70% da produção de hortifrútis do Rio Grande do Sul, o programa conseguiu rapidamente superar 3 mil inscrições e deve alcançar a totalidade de propriedades em pouco tempo.

Mario Mantovani, diretor de Política Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, explica no vídeo que o processo para implantar o cadastramento na região não foi fácil. A cidade, que é reconhecida pela rica plantação de uva e maçã e pela agroindústria familiar, recebia informações distorcidas sobre a iniciativa. “Diziam que iríamos impedir a atividade e a produção das frutas. O que mostramos a eles foi justamente o oposto, ou seja, que o meio ambiente não impede nada, ele é a favor da proteção e do desenvolvimento”.

Segundo o diretor André D’Elia, o município percebeu a importância da iniciativa também para a manutenção das culturas e tradições familiares. “O amor que as pessoas têm pela propriedade rural, na qual seus pais e avós trabalharam, faz com que elas queiram agir da maneira correta, trazendo o que há de melhor para suas terras”, afirma D’Elia. Em outro documentário, chamado “A Lei da Água”, o diretor já havia abordado os impactos do novo Código Florestal, relacionando o tema à crise hídrica brasileira.

O filme tem como objetivo principal ser utilizado para fomentar debates, mobilizações e avaliações da sociedade e instituições sobre a implementação parcial de dispositivos do Código Florestal, mesmo com todas as controvérsias que envolvem essa Lei.

Fonte: SOS Mata Atlântica

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