Curso analisa planejamento na Amazônia

Objetivo é divulgar o Sistema Interativo de Análise Geoespacial da Amazônia Legal, aliado no planejamento do uso do território na região.

Começou nesta segunda-feira (12/09), em São Luís (MA), o ciclo de cursos do Ministério do Meio Ambiente (MMA) voltado para gestores e técnicos dos estados da Amazônia Legal. Cada treinamento conta com 30 participantes, representantes dos principais órgãos do estado. A etapa de São Luís termina nesta terça-feira, 13.

O ciclo de cursos será realizado ainda em Palmas (TO), dias 15 e 16 de setembro; Manaus (AM), dias 3 e 4 de outubro; Boa Vista (RR), dias 6 e 7 de outubro; Belém (PA), dias 17 e 18 de outubro; Macapá (AP), dias 20 e 21 de outubro; Rio Branco (AC), dias 7 e 8 de novembro; Porto Velho (RO), dias 10 e 11 de novembro; Cuiabá (MT), dias 17 e 18 de novembro; e Brasília (DF), dias 24 e 25 de novembro.

O curso “Aplicação do Zoneamento Ecológico-Econômico nas Políticas Públicas” tem como objetivo divulgar o Sistema Interativo de Análise Geoespacial da Amazônia Legal (Siageo), importante aliado no planejamento do uso do território na região.

O sistema foi desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, e contou com o apoio dos governos dos estados da Amazônia Legal e com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O conceito de Amazônia Legal foi instituído pelo governo brasileiro como forma de planejar e promover o desenvolvimento social e econômico dos estados da região amazônica com responsabilidade ambiental. A área é integrada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão.

INFORMAÇÕES INTEGRADAS

O Siageo Amazônia reúne, de forma sistematizada e padronizada, as informações geoespaciais utilizadas e produzidas nas diversas iniciativas de ZEE da região. O gerente do Departamento de Zoneamento Territorial do MMA, Bruno Abe Saber Miguel, explica que o sistema abrange cerca de 800 níveis de informações diferentes, “como, por exemplo, uso do solo, unidades de conservação e terras indígenas e empreendimentos de infraestrutura”.

O Siageo Amazônia fornece, assim, uma base de informações territoriais integradas que permite um maior conhecimento do território amazônico, subsidiando a formulação e a espacialização de planos, programas e políticas. Dessa forma, o sistema contribui para a superação da desarticulação e da sobreposição de ações que incidem sobre a região.

O sistema possibilita, por exemplo, a visualização e o download de mapas georreferenciados. “Tudo de modo interativo, de acordo com o interesse e a necessidade do usuário”, ressalta o pesquisador João Vila, da Embrapa Informática Agropecuária.

EXPECTATIVA

Participante do curso, Jucivan Ribeiro Lopes, da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), afirmou que há uma grande expectativa de que o Siageo auxilie a compor a integração de várias políticas do estado, principalmente entre o setor agropecuário e ambiental.

Arthur Costa, da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural, participante do curso, destacou que as informações disponíveis no sistema são muito importantes para o planejamento de cada território.

Acesse o site do Siageo Amazônia.

SAIBA MAIS SOBRE O ZEE

O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) é uma ferramenta de gestão, que por meio da análise de mapas de aptidão agrícola, solos e clima, dentre outros, e da consideração de cenários tendenciais e alternativos, indica, de forma participativa, os potenciais produtivos de regiões, estados e municípios, valorizando as caraterísticas de cada área, suas vocações e a população local.

A intenção é racionalizar o uso do território e organizá-lo em torno de premissas ambientais, econômicas e sociais que respeitem e valorizem a vocação da região.

De acordo com o novo Código Florestal (lei federal 12.651/2012), todas as unidades da federação precisam elaborar e aprovar seus ZEEs até maio de 2017, de acordo com a metodologia proposta pelo governo federal (decreto 4.297/2002).

Por: Marta Moraes
Fonte: MMA

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