FSC Friday: 20 anos dando ao consumidor o poder de salvar as florestas

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Hoje, dia 30, acontece no mundo inteiro o FSC Friday, evento que celebra o bom manejo e a conservação das florestas. Durante todo o dia certificadoras, membros do conselho, cooperativas, empresas e parceiros desenvolverão ações para convidar o consumidor a se engajar na luta pelas florestas. O selo existe há 20 anos, mas ainda precisa da ajuda do consumidor final pra continuar existindo e se fortalecer.

Atualmente a certificação FSC é a melhor forma de garantir que um produto tenha garantia de origem. A adesão é voluntária e para conseguir o selo é preciso que a empresa siga compromissos econômicos, sociais e ambientais e que todo o processo de fabricação seja monitorado. Pra fazer sua parte, o consumidor só precisa buscar a marca nos produtos para apoiar a causa e garantir a produção sustentável.

Segundo o diretor executivo da Amigos da Terra – Amazônia Brasileira “durante os últimos 20 anos o FSC vem se dedicando a promover inovações para o mercado de produtos florestais transferindo o poder de mudar as práticas de uso das florestas para o consumidor que, ao exigir e comprar produtos de base florestal com o selo do FSC, estará garantindo que as florestas sejam bem manejadas, os trabalhadores tenham as melhores condições de trabalho possíveis e as empresas sejam reconhecidas pela consciência socioambiental”.

fsc2No Brasil, dos quase 8 milhões de hectares de florestas plantadas, mais de 5 milhões são certificados FSC. Mais de 90% dos fabricantes de papel e celulose que atuam no país apresentam certificação. Os produtos que possuem o selo são mais diversos do que parecem, é possível encontrar a marca em embalagens, jornais, revistas, lápis, móveis, objetos de decoração, pisos, alimentos, palha, cosméticos e até roupas.

No entanto, ainda há desafios pela frente, como ressalta Armelin: “muito já se fez, mas temos muito espaço ainda para evoluir e isso só irá acontecer com o casamento de interesses dos consumidores e empresas, transformadoras e produtoras”, afirma Armelin. O principal gargalo apresentado tem sido justamente a comunicação com quem consome esses produtos, é preciso que o consumidor final se engaje na compra verificando a origem, para que produtos de área desmatada ilegalmente e com trabalho escravo tenham cada vez menos espaço no mercado nacional.

Para aprimorar essa comunicação o FSC lançou hoje uma campanha publicitária nas estações Paraíso, Vila Madalena e Consolação do Metrô de São Paulo, demonstrando que não é preciso abandonar a cidade grande e se embrenhar no mato para salvar a floresta.

fsc1“O objetivo da comunicação é mostrar que você pode usar o selo FSC como uma ferramenta para agir verde”, diz Willer Velloso, diretor de planejamento da Giacometti, agência responsável pela campanha. Ao comprar um produto certificado FSC, tem-se a certeza, por exemplo, de que não houve desmatamento ilegal nem uso de trabalho escravo ou infantil; que o solo e a água não foram contaminados e que as comunidades do entorno foram respeitadas. “Quando as pessoas se dão conta disso, o selo passa a ter significado e importância e esse é um diferencial estratégico que agrega valor às marcas certificadas”, completa o publicitário.

O Instituto de Manejo e Conservação de Florestal e Agrícola (Imaflora) é uma das principais certificadoras do FSC no Brasil e para o dia de hoje preparou uma ação especial com debates e a exibição do filme “O começo da Vida”, da diretora Estela Renner, que ressalta o cuidado com a primeira infância para a construção do futuro da humanidade. Clique aqui para assistir ao vídeo da campanha.

Para Daniele Rua, Coordenadora do Conectando Saberes do Imaflora, é muito importante que o consumidor reconheça as vantagens da certificação “pra que a gente consiga fazer virar a engrenagem do manejo florestal, porque é uma ferramenta de mercado e de consumo e não havendo demanda você enfraquece todo o sistema e toda a teia construída pras garantias”, afirma.

Procure o selo nos produtos. E divulgue nas redes sociais.

Por: Aldrey Riechel
Fonte: Amazônia.org

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