Prefeitos do Acre são presos por comandar fraudes em licitações

As ações fazem parte da segunda fase da Operação Labor, da Polícia Federal

Dois prefeitos foram presos e um está foragido por suspeita de participação em esquema de fraude em licitações em municípios do interior do Acre. As ações fazem parte da segunda fase da Operação Labor, desencadeada hoje pela Polícia Federal.

Roney Firmino, prefeito de Plácido de Castro e Rivelino Mota, de Santa Rosa estão presos. Raimundo Ramos, conhecido como Tonheiro, prefeito de Bujari também teve a prisão decretada, mas ainda não foi localizado pela PF. Outros três mandados de prisão foram expedidos: para um secretário municipal e dois pregoeiros.

Segundo as investigações, os prefeitos nomeavam pregoeiros para fraudar as licitações. Os servidores indicados recebiam em contrapartida parte do dinheiro desviado. De acordo com a PF, as empresas vencedoras da licitação emitiam notas fiscais superfaturadas e repassavam parte dos recursos aos prefeitos.

Em julho deste ano, a primeira fase da operação Labor prendeu quatro empresários. A ação buscava atingir do núcleo econômico do esquema.

A reportagem não conseguiu contato com as prefeituras, nem com os advogados dos envolvidos.

Confira ainda, no Repórter Amazônia desta quarta-feira (14): prefeitos de municípios do Acre são acusados de fraudar licitações; mais de 115 mil reais foram desviados do PRONAF, no Mato Grosso. E mais: intervenção em obra do “Cow Parade” causa polêmica em Belém, no Pará.

O Repórter Amazônia é uma produção da Rede de Rádios Públicas da Amazônia e vai ao ar, de segunda a sexta-feira, às 18h30 pela Rádio Nacional da Amazônia.

 

Deixe um comentário