Vídeo nas Aldeias comemora 30 anos com exposição histórica na Bienal de São Paulo

Mostra apresenta 85 fragmentos de 26 povos indígenas, com imagens filmadas entre 1911 e 2016.  Imagens foram registradas na intimidade das aldeias, nos acampamentos de resistência, manifestações nas ruas dos grandes centros urbanos que situam os povos indígenas no Brasil contemporâneo

Nas comemorações dos seus 30 anos de trajetória, a organização Vídeo nas Aldeias abre pela primeira vez seu arquivo de imagens, apresentando ao público uma amostra da imensa diversidade dos povos indígenas no Brasil. A organização fará uma exposição histórica na 32ª Bienal de São Paulo, que começa nesta quarta, 7/9, e vai até 11/12. O Vídeo nas Aldeias é uma das mais importantes organizações indigenistas brasileiras, parceiro do ISA e do movimento indígena há muitos anos.

A exposição “O Brasil dos Índios: um arquivo aberto” traz imagens registradas na intimidade das aldeias, nos acampamentos de resistência, manifestações nas ruas dos grandes centros urbanos que situam os povos indígenas no Brasil contemporâneo, trazendo à tona uma pluralidade de visões e de formas distintas de ocupar e pertencer à terra.

A mostra foi elaborada a partir das imagens e filmes do arquivo da instituição, a partir de um recorte composto por 85 fragmentos de 26 povos indígenas, com imagens filmadas entre 1911 e 2016, no Brasil. Completa a obra uma série de imagens cedidas por colaboradores, indígenas e não indígenas, entre cineastas, militantes e artistas que produziram arquivos preciosos de fatos políticos relevantes e dos movimentos de insurgência e mobilização indígena atuais. No total, o arquivo da organização abriga cerca de oito mil horas de material produzido em colaboração com mais de 40 povos indígenas das cinco regiões do país.

Vídeo nas Aldeias

O Vídeo nas Aldeias foi criado, em 1986, como um projeto precursor na área de produção audiovisual indígena no Brasil. O objetivo foi, desde o início, apoiar as lutas dos povos indígenas para fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais, por meio de recursos audiovisuais e de um produção compartilhada com as comunidades. A organização surgiu dentro das atividades de outra organização indigenista, o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), como um experimento do cineasta Vincent Carelli entre os índios Nambiquara (MT/RO).

Diante do potencial do trabalho, a experiência foi sendo levada a outros grupos, gerando uma série de vídeos sobre como cada povo incorporava a tecnologia audiovisual de uma maneira particular. Em 2000, o Vídeo nas Aldeias constituiu-se como uma organização independente. A trajetória da organização permitiu criar um importante acervo de imagens sobre os povos indígenas no Brasil e produzir uma coleção de mais de 70 filmes, a maioria deles premiados nacional e internacionalmente, transformando-se em uma referência.

Serviço

Exposição “O Brasil dos Índios: um arquivo aberto”
32ª Bienal de SP | Incerteza Viva
07 Setembro a 11 de dezembro de 2016

Fonte: ISA

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