Ibama fecha serrarias que extraíam madeira em terras indígenas no PA

Empresário que escondeu 200 toras também foi preso durante operação. Madeira encontrada não condizia com o Plano de Manejo Florestal.

Área onde era realizada a extração ilegal de madeira (Foto: TV Tapajós/Editoria de Arte)
Área onde era realizada a extração ilegal de madeira (Foto: TV Tapajós/Editoria de Arte)

A Operação “Onda Verde” do Ibama fechou três serrarias no município de Placas, oeste do Pará. De acordo com o órgão, duas delas recebiam madeira diretamente de Terras Indígenas (TI), na região da Rodovia Transamazônica. Durante a operação, um empresário, dono de uma das madeireiras foi preso. Ele escondeu 200 toras de madeira dentro da mata na tentativa de enganar os fiscais.

A madeira era oriunda da TI Cachoeira Seca, uma área de aproximadamente 700 mil hectares, onde vivem indígenas da etnia Arara. A TI fica localizada entre os municípios de Placas e Uruará. “Fomos até a Terra Indígena, onde fizemos o levantamento durante dia e noite e constatamos extração de muita madeira”, destacou o agente ambiental do Ibama, Gil Dobrado.

O Ibama chegou até as serrarias após um trabalho de investigação realizado pelo departamento de inteligência do órgão. Foram verificados dados a partir do Sistema de Documentação Florestal (DOF), Sistema Florestal do Estado (Sisflor). Na área foram localizados pontos de extração seletiva.

De acordo com a gerente regional do Ibama, Maria Luiza Sousa, os madeireiros preferem as árvores das TI por conta do valor. “Elas tem um valor imensurável. São árvores de extremo valor econômico e que são pontuais. Essa retirada é feita por madeireiros que se aproveitam da extensa a área”.

Segundo as investigações do Ibama, a madeira chegava em Placas pela rodovia Transamazônica. As serrarias fraudavam os documentos do plano de manejo florestal. A madeira encontrada nas serrarias não condizia com o que estava descrito no documento.

O próximo passo da operação é chegar até as pessoas responsáveis por emitir o documento de plano de manejo florestal fraudado. Uma vez que, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) é quem autoriza o procedimento.

O empresário preso pode pegar pena máxima de até quatro anos. O crime é afiançável.

Operação Onda Verde

A operação atua em pontos estratégicos para coibir a ação dos infratores e responsáveis por crimes ambientais e o desmatamento ilegal na Amazônia, principalmente em áreas que já foram apontadas como críticas pelas ações de monitoramento.  O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realiza a Operação “Onda Verde”, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional de Segurança Pública e a Polícia Federal.

Fonte: G1

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