Madeira de origem sustentável concorre de forma desleal com a ilegal

Consumidor brasileiro precisa começar a buscar origem dos produtos

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Produtos de madeira manejada de forma sustentável e com garantia de origem vão para o mercado para um embate nada justo com os ilegais, produzidos com madeira proveniente de grilagem, degradação e trabalho escravo. E como o consumidor ainda tem pouco interesse em buscar a origem do produto e dá preferência ao mais barato, acaba fazendo parte dessa cadeia de crimes.

“Infelizmente a madeira ilegal compete de maneira desleal com a madeira que tem origem nas concessões florestais, uma vez que os custos associados à madeira ilegal são muito menores do que o custo daquela madeira que é produzida em um ambiente totalmente controlado”, afirma Marcus Vinicius Alves, diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do Serviço Florestal Brasileiro. Segundo ele é um grande desestimulo para os investidores e empreendedores florestais.

As áreas de concessões florestais no país são as que mais sofrem com essa desvantagem, já que os mercados locais não incentivam o trabalho legalizado. “A maior parte da madeira que é produzida na Amazônia, diferentemente do que muitas pessoas pensam, não vai para o exterior, fica no Brasil e é consumida na região centro-sul do país. O consumidor brasileiro busca primordialmente o preço e muitas vezes, esse preço mais baixo, é o preço da madeira ilegal”.

Ainda que a concessão seja um facilitador para o produtor, já que ele não precisa comprar e regularizar as terras, por serem publicas, o plano de manejo, controle e fiscalização exigem custos, mas a falta de conhecimento técnico atinge inclusive outros segmentos da sociedade. “Isso nós trás certa dificuldade em fazer com que alguns agentes, até mesmo públicos, como o próprio Ministério Público, por exemplo, perceba a importância que o manejo florestal sustentável têm como ferramenta para o combate ao desmatamento ilegal, a grilagem de terra e ao garimpo ilegal que ocorre, infelizmente, em áreas de florestas públicas”, afirma Marcus.

Fonte: Amazônia.org

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