Índios de Mato Grosso com carência nutricional devem receber 2,1 mil cestas básicas

Doação é feita para atender pessoas em situação de insegurança alimentar.  Ao todo, 31,5 toneladas de alimentos devem ser doados aos indígenas.

Mais de mil famílias indígenas com dificuldade de acesso a alimentos essenciais para a nutrição devem receber 2,1 mil cestas básicas em Mato Grosso. Ao todo, 31,5 toneladas de mantimentos serão distribuídas em 12 aldeias do estado. A cesta básica é composta por alimentos que geralmente não são produzidos pelos índios. A ação é uma parceria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA).

A cesta básica que pesa 15 kg é composta por alimentos que não são produzidos nas aldeias, como arroz, fubá de milho, açúcar mascavo e leite em pó. O objetivo da doação, feita todos os anos, é suprir a necessidade nutricional da população indígena, que segundo a Conab, vive em situação de insegurança alimentar.

De acordo com o órgão, a falta de alimentos e a carência nutricional acontece em épocas especificas do ano, em que os produtos produzidos pelos indígenas são escassos.

Segundo com o superintendente da Conab em Mato Grosso, Petrônio de Aquino Sobrinho, os principais alvos da campanha são idosos e crianças. “Eles possuem maior carência alimentar e precisam suprir essa necessidade”, explicou.

Os mantimentos serão entregues nas aldeias e foram comprados da agricultura familiar, por meio de concorrência pública. No estado, 12 aldeias vão receber as cestas básicas. A primeira etapa deve beneficiar índios da etnia Xavante nas aldeias Batovi, Sangradouro, São Marcos, Namunkurá, Areões Cachoeira, Pimentel Barbosa, São Pedro, Palmeiras, Campinas, Aldeona, Santa Clara e Marâiwatsédé.

Insegurança alimentar

O termo é usado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (Pnad). De acordo com o órgão, a insegurança alimentar ocorre em nível leve, moderado e grave.

A família é enquadrada no nível leve, quando é detectado alguma preocupação dos moradores com a quantidade e qualidade dos alimentos disponíveis na residência. Já no nível moderado, os moradores convivem com restrição quantitativa de alimentos. No último nível, a família – incluindo membros adultos e crianças – passam pela privação de alimentos.

Fonte: G1

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