‘Inverno amazônico’ reserva chuvas para a virada de ano

Pesquisador da UFPA explica o fenômeno das chuvas no Pará. Confira dicas de como cuidar da saúde nesta época.

Enquanto em outras regiões do Brasil dezembro é sinônimo de verão, ao norte do país começou o chamado “inverno amazônico”.  O nome se refere a grande incidência de chuvas que ocorrem entre os meses de dezembro e maio na região.  O pesquisador Antônio Carlos Lôla da Costa, da Faculdade de Meteorologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), explica o funcionamento do clima nesta época, que irá marcar o réveillon com chuvas.

Chuva no réveillon

Ele reforça que o aumento da incidência de chuvas nesta época ocorre devido a uma massa de nebulosidade que acompanha o aparente movimento do sol ao longo do ano e, por onde passa, traz mais precipitações, ou seja, na chamada zona de convergência intertropical. Nesta época do ano ela costuma se posicionar próximo à Amazônia, por isso, os paraenses devem estar preparados para mais chuva durante o réveillon.

Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE) o ano novo deve chegar com curtas pancadas de chuva e algumas trovoadas ao longo do dia.

Segundo a previsão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), quem permanecer na região Metropolitana de Belém enfrentará chuva no período da tarde e noite no sábado (31). No domingo (1º), primeiro dia de 2017, a manhã será ensolarada, mas a tendência é que o tempo feche tendo pancada de chuvas com trovoadas. A mínima nos dois dias é de 23ºC e a máxima de 31ºC.

Para que for para as praias de Salinópolis, no nordeste do Pará, a previsão meteorológica aponta que o clima varie de parcialmente nublado para nublado nos dois dias, com chuva de intensidade fraca para a tarde de sábado e para o domingo sol com presença de nuvens e possibilidade de chuva à tarde. A mínima é de 23ºC e a máxima de 32ºC.

Se o destino for às praias do distrito de Marudá, em Marapanim, no nordeste do estado, encontrará clima de sol e nebulosidade durante a manhã; e chuva com intensidade fraca e possível trovoada à tarde e no início da noite. Na virada do ano, no entanto, não há previsão de chuva. Mínima de 23ºC e máxima de 32ºC.

Quem optou curtir as praias de Soure, na região do Marajó, encontrará o céu estará nublado nos dois dias. No sábado e domingo pela manhã o sol aparecerá entre nuvens. À tarde é revisto pancadas de chuva com trovoadas. A mínima é de 24ºC e máxima de 31ºC.

Duas ao invés de quatro estações

O pesquisador destaca que o que convencionamos chamar de estações do ano se refere às diferenças em relação à incidência de energia solar em um determinado local, ao longo do ano. A Amazônia está localizada próxima a linha imaginária que corta o globo terrestre ao meio, chamada de Linha do Equador.

“Isso significa que a região recebe praticamente a mesma quantidade de energia solar durante todo o ano, o que faz com que não tenhamos uma definição quanto às quatro estações convencionais de verão, inverno, outono e primavera. Ao invés disso, percebemos duas delas: uma chuvosa e outra menos chuvosa ou mais seca”, detalha Antônio Carlos Lôla da Costa.

Protetor solar, sombrinha e cuidado

Por outro lado, o “inverno amazônico” também representa uma pequena redução da temperatura média, que fica até 2 ºC menor, “mas o uso de protetor solar continua indispensável no dia a dia para proteger dos efeitos da radiação solar”, recomenda o pesquisador da UFPA.

E como as chuvas podem ocorrer a qualquer hora do dia a população deve se prevenir. Capas de chuva e sombrinhas são bem vindas.

“A época chuvosa começa em dezembro e segue até meados de maio, com fevereiro, março e abril apresentando volumes maiores de chuva. Esse período também traz alguns problemas críticos, como alagamentos, proliferação de algumas doenças como leptospirose, diarréias e dengue, além de quedas de algumas árvores, que não resistem às fortes chuvas e ventos”, alerta Antônio Carlos Lôla da Costa.

Fonte: G1

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