Manaus encerra ciclo de palestra do projeto Opções de Mitigação do MCTIC e do Pnuma

Segundo o coordenador geral de Clima do MCTIC, Márcio Rojas, o projeto Opções de Mitigação estuda uma série de tecnologias de baixo carbono que ainda estão em fase de inovação e gera cenários de emissões para até 2050

Após percorrer cinco capitais brasileiras, Manaus encerra as discussões do ciclo de palestra do projeto “Opções de Mitigação de Emissões de Gases de Efeito Estufa em Setores-Chaves do Brasil”. A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por meio da Coordenação Geral do Clima do Ministério. Conta com recursos do Global Environment Facility (GEF) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O evento acontece durante todo o dia desta terça-feira (6), no Auditório da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).

“O projeto Opções de Mitigação estuda uma série de tecnologias de baixo carbono que ainda estão em fase de inovação e gera cenários de emissões para até 2050”, diz Márcio Rojas, coordenador geral de Clima do MCTIC. “É uma espécie de cardápio que o MCTIC, juntamente com outros Ministérios, oferece para o Governo Federal como subsídio para as decisões a serem tomadas com base em dados científicos disponíveis”, destaca.

A finalidade do projeto Opções de Mitigação é auxiliar a tomada de decisão do governo e setores envolvidos sobre ações que potencialmente reduzam emissões de gases de efeito estufa nos setores-chaves da economia brasileira: indústria, energia, transporte, edificações, agricultura, florestas e outros usos da terra, gestão de resíduos e alternativas intersetoriais.

“O Inpa tem muitos projetos na área de estudo do carbono e este evento acontece num momento certo”, diz o diretor do Inpa, Luiz Renato de França. Entre eles estão o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA).

O evento também busca apresentar iniciativas estaduais de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e abordar as opções de redução de emissões disponíveis em uma perspectiva setorial que enfocará os potenciais e custos de implementação, assim como instrumentos de política pública hábeis a viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono.

“Recentemente tivemos ratificação do Acordo do Paris que sinalizou a necessidade de que a ambição global dê um passo à frente e se torne um pouco mais ambiciosa. A meta agora é não permitir que a superfície da terra tenha a sua temperatura aumentada em um grau e meio”, ressalta Rojas.

O coordenador explica que, no âmbito do Acordo de Paris, os países estipulam seus compromissos e se comprometem voluntariamente a cumprir com a meta. Para entrar em vigor, o Acordo teria que ser ratificado pelos 55 países que deveriam responder por 55% das emissões de gases de feito estufa no globo terrestre. “No quesito das emissões sabíamos que esse compromisso seria um pouco mais delicado de ser alcançado de forma ágil”, diz Rojas. “Foi com surpresa que vimos grandes potências, como os Estados Unidos, China e Índia e o próprio Brasil ratificarem o Acordo”, acrescenta.

Segundo Rojas, nesse cenário e para contribuir com o compromisso assumido pelo Brasil na redução das emissões, além do projeto Opções de Mitigação, o MCTIC tem o Sistema de Registro Nacional de Emissões (Sirene), uma ferramenta que possibilita o entendimento sobre o perfil e tendências de emissões do Brasil, ponto de partida para a tomada de decisão sobre ações de redução de emissões.

Fonte: Inpa

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