Banco da Amazônia disponibiliza R$ 1 bilhão para Rondônia

Os recursos estão disponibilizados no FNO, alavancando a economia.

A previsão de ingressos de recursos financeiros para 2017, provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) gerando a disponibilidade de R$ 4,6 bilhões para a região Norte e R$ 1 bilhão para Rondônia, sendo que R$ 150 milhões destes recursos são destinados para agricultura familiar. Em entrevista exclusiva ao “Diário Rural” o presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo, ponderou que o potencial do agronegócio em Rondônia é imenso.

Marivaldo Melo destacou que as parcerias com o governo de Rondônia são importantes, incidindo inclusive na baixa inadimplência da Agricultura Familiar de 2%, com a produção de leite, piscicultura e café, alavancando a economia, gerando emprego e renda nas pequenas propriedades rurais. Segundo ele, em 2017, a instituição continuará investindo, pois disponibiliza de R$ 874 milhões para atender os demais setores produtivos rondonienses.

Enfatizando que acredita no crescimento de 4% na economia da região Norte e de 3% no Estado de Rondônia, Marivaldo Melo, assegurou que em fevereiro cumprirá aqui uma agenda com o governador Confúcio Moura e vice Daniel Pereira, lançando o Plano de Aplicação Econômica de 2017 para Rondônia. Na opinião dele, os reflexos da crise nunca vista na economia brasileira como em 2016, começa a ceder abrindo espaços devagar para o desenvolvimento em 2017. O agronegócio ajustado, os créditos fluindo naturalmente são muito importantes neste processo de recuperação.

Estão listadas as potencialidades, na área da agricultura de precisão, aquicultura e pesca, pecuária de corte, pecuária de leite, madeira e móveis, cafeicultura, lavoura cacaueira, avicultura, hortigranjeiro, turismo, comércio e serviços, fruticultura, cultivo de floresta, saúde e educação.

Acentuo que a prioridade do Banco da Amazônia é aperfeiçoar o atendimento cobrindo os 52 municípios aplicando os modernos instrumentos tecnológicos para facilitar a vida dos clientes, assim como a liberação de recursos agilizando os negócios no comércio e nas áreas rurais. Informou ainda que a reestruturação e aperfeiçoamento digitalizado nas agências é uma das metas prioritárias em Rondônia. “Na atualidade são poucos os que dispensam o atendimento virtual”, aduziu.

Linhas de crédito para exportação

Tendo, a carne, a soja, o milho, como principais produtos no ranking de exportação, sendo que Rondônia está em segundo lugar na região Norte no abate de bovinos e terceiro no aproveitamento de couros, participando com 65% de toda a produção da região tornando-se o 7º na participação nacional, o Banco da Amazônia conforme relata Marivaldo Melo, disponibiliza uma linha de crédito incentivando as exportações, bem como o desenvolvimento do agronegócio. Os recursos estão disponibilizados no FNO, alavancando a economia.

Fez questão de pontuar que as futuras linhas de créditos com juros diferenciados para custeio e investimentos projetados pelo Governo Federal, visando acelerar aquisição de insumos para agricultura no próximo Plano Safra, não afetará os contratos firmados entre o Banco da Amazônia e os produtores rurais, os recursos com as mesmas taxas de juros firmados anteriormente estão garantidos pelo FNO até julho.

Taxas para operações reduzidas

Marivaldo Melo frisou que para as operações de investimento com ou sem capital de giro associado, para receita bruta de até R$ 90 milhões, a taxa de juros ao ano do FNO caiu de 11,18% para 9% e, quem pagar em dia, há um bônus de adimplência de 15%, passando a taxa anual para 7,65%. Para receita bruta acima de R$ 90 milhões os encargos são de 10,59% ao ano e, com o bônus de adimplência, diminui para 9% ao ano.

Nas operações de capital de giro e comercialização, as taxas anuais do FNO agora são as seguintes: 13,75% para receita bruta de até R$ 90 milhões, com o bônus cai para 11,69%. Marivaldo Melo explicou que os encargos financeiros baixaram também para os financiamentos de projetos de ciência, tecnologia e inovação. Na verdade, para as empresas com receita bruta de até R$ 90 milhões, os encargos são de 8,10%, todavia quem pagar em dia, essa taxa cai para 6,89% ao ano.

Na realidade, o presidente do Banco da Amazônia entende que para combater os efeitos da crise na região, se faz necessário linhas de créditos e financiamentos adequados. “Estamos adotando taxas e prazos que possibilitam o crescimento das empresas e do agronegócio proporcionando oportunidades de emprego e aumento de renda”, finalizou Melo.

Fonte: Diário da Amazônia

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