Uma jornada em busca dos botos da Amazônia

Do alto do barco, a equipe monitorou os animais. Foto: André Coelho/ Instituto Mamirauá
Do alto do barco, a equipe monitorou os animais. Foto: André Coelho/ Instituto Mamirauá

Uma iniciativa lançada na última sexta-feira (27) utilizou drones para buscar informações sobre os botos da Amazônia. Percorrendo um total de 400 km pelo Rio Juruá, próximo ao município de Tefé no Amazonas, em oito dias o projeto intitulado EcoDrones avistou mais de 791 botos e transformou a experiência em uma websérie inédita.

Realizado pelo WWF-Brasil, Instituto Mamirauá e a Conservation Drones o projeto tem como objetivo aprimorar técnicas e metodologia em pesquisas científicas, além de simplificar e baratear pesquisas que exigiriam grande investimento e equipe.

“Queremos que as pessoas acompanhem os desafios, as surpresas e as belezas naturais que vivenciamos durante essa expedição. Ficamos muito satisfeitos com o resultado e esperamos que isso possa chamar a atenção para a importância do uso de tecnologias em prol da conservação”, avalia Marcelo Oliveira, especialista de conservação do programa Amazônia do WWF-Brasil.

O boto-cor-de-rosa é uma das espécies registradas no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção e os dados sobre a população desse animal são classificados como insuficientes pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

A pesquisadora do Instituto Mamirauá e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Daiane da Rosa disse que foi uma experiência nova para todos e a primeira vez que um grupo fez estimativas de botos no Rio Juruá, das espécies cor-de-rosa (Inia geoffrensis) e tucuxi (Sotalia fluviatilis). “Do Acre até o Solimões, na desembocadura do rio, o Rio Juruá passa por três Reservas Extrativistas (Resex): do Alto, do Médio e do Baixo Juruá. Com essa pesquisa, nós conseguimos contemplar quase completamente a do Baixo Juruá. Por mais que se trate de uma Resex em terra, nós sabemos que o rio acaba sendo uma zona de amortecimento dessas reservas, então por isso a importância de estudar também a fauna do rio”, afirma.

O primeiro episódio da série já está disponível na internet. Assista:

Para acompanhar o lançamento dos próximos episódios acesse a página do projeto: wwf.org.br/expedicaoecodrones.

Fonte: Amazônia.org.br
Com informações do Instituto Mamirauá

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*