Governo concede licença para Belo Sun extrair ouro na região do Xingu

Projeto mineral deve funcionar por 12 anos na região do Xingu.  Estado espera arrecadar R$ 60 milhões com royalties minerais.

Empreendimento Belo Sun teve licença concedida pela Semas (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Empreendimento Belo Sun teve licença concedida pela Semas (Foto: Reprodução/TV Liberal)

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do governo do Pará conceceu nesta quinta-feira (2) a licença de instalação para a empresa canadense Belo Sun extrair ouro por 12 anos no município de Senador José Porfírio, na região do Xingu.  A empresa já possui Licença Prévia (LP) aprovada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) e expedida pela Semas em 2014.

O projeto da mineradora Belo Sun é polêmico.  Especialistas acreditam que ele pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente, e a defensoria pública do estado chegou a pedir a suspensão de sua licença.

Segundo o governo do Pará, foram três anos de análises para a liberação desta licença. A expectativa é que o projeto gere 2.100 empregos diretos na fase de implantação, e 526 na fase de operação.

Ao longo dos 12 anos, a empresa deve pagar mais de R$ 60 milhões em royalties de mineração para o estado – quase R$ 5 milhões por ano. O valor pago em impostos deve ser ainda maior: cerca de R$ 130 milhões para o país, estado e município durante o período de instalação, e depois R$ 55 milhões por ano.

Condições para a licença Uma das exigências para a emissão da licença foi que a economia paraense fosse beneficiada pelo projeto, por isso a produção de ouro no Xingu deve ser realizada no estado. A empresa se comprometeu a instalar uma refinaria, verticalizando a produção.

Para a liberação da licença, a Secretaria exigiu mudanças no projeto, impedindo a captação de água do rio Xingu e exigindo o monitoramento da qualidade do ar, nível de ruído, vibração e gerenciamento de resíduos, além da recuperação das áreas degradadas.

A Semas também solicitou que a empresa elaborasse estudos para garantir a segurança das comunidades indígenas da região, que vivem entre 12 e 16 km de distância do garimpo. De acordo com a legislação, a distância mínima entre um garimpo e uma aldeia deve ser de 10 km.

Fonte: G1

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5 comentários em “Governo concede licença para Belo Sun extrair ouro na região do Xingu

  • 7 de fevereiro de 2017 em 19:22
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    Estou bem longe do Pará, no Paraná, e vejo com tristeza o que estão fazendo com o Brasil, com as riquezas naturais que pertencem aos brasileiros e não a um grupo de políticos pilantras que vão encher o bolso. Foi isso que aconteceu em Mariana. Rio Doce (860 Km de rio), destruido, 21 mortos, milhares sem emprego e sem indenização até hoje.
    É exatamente isso que vai acontecer no Rio Xingu. A empresa Canadense enche os bolsos dos corruptos do Estado, levam a nossa riqueza e os pobres paraenses e os indios ficam com a pobreza, a fome e a destruiçao.
    E viva o Brasi.

  • 5 de fevereiro de 2017 em 11:57
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    60 milhões para os cofres do Estado, mas não entra na conta que cada ribeirinho do Xingu, incluindo crianças ribeirinhas e indígenas, mulheres, homens, anciões, comem quase meio quilo de peixe por dia. Há milhares de anos. Só que isso não vai para as mãos dos governantes irresponsáveis. E esse é apenas um dos danos ambientais dessa desgraça.
    A notícia ainda é mentirosa, pois a distância para a fronteira da TI Paquiçamba é de menos de 10km. Não é a distância de aldeias que está na legislação, e sim à fronteira das TIs. Além disso, considerando índios ribeirinhos e que a TI inclui ilhas do Rio, o empreendimento deveria considerar a distância para a beira do rio, que é de apenas algumas centenas de metros.
    Uma vergonha para o Pará, contribuir para a destruição do Rio Xingu por conta de migalhas e de uma atividade minerária totalmente desnecessária para o desenvolvimento do Estado e do país.

  • 5 de fevereiro de 2017 em 2:11
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    Contanto que o dinheiro esteja entrando em seus bolsos eles não irão se preocupar com índios e cidade. O Deus desses camaradas é Mamom. Lamentável isso.

  • 3 de fevereiro de 2017 em 22:41
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    E qual sera o beneficio para a cidade e para os indios que habitam no Xingu?

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