Grupo Bom Futuro aposta em sistema ILP no período de seca e reduz tempo de recria

O sistema de integração lavoura-pecuária, bem como o sistema pecuária-floresta e o integração lavoura-pecuária-floresta, em Mato Grosso tem garantido para os pecuaristas ganho de peso elevado nos bovinos durante a seca. Tal fator chega a reduzir em torno de cinco a seis meses o tempo da recria de um animal nas propriedades.

Estudo recente da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, revelou que no sistema de integração lavoura-pecuária-floresta é possível obter-se uma produtividade de até 32 arrobas por hectare em um ano. Já a integração entre lavoura e pecuária entre 20 e 24 arrobas por hectare. O estudo apontou ainda um ganho médio de 17 arrobas por hectare ao ano tanto na pecuária exclusiva quanto na integração apenas com a floresta.

Com um rebanho bovino de 115 mil animais, o Grupo Bom Futuro atua em ciclo completo da pecuária (cria, recria e engorda) com as raças Nelore, Nelore PO, ½ sangue Angus, Tricross Braford e Braford PO.

A criação dos animais ocorre nas regiões Sul, Centro-Sul, Centro-Norte, Norte, Leste e Oeste de Mato Grosso.

O Grupo Bom Futuro revela que em torno de 45 mil animais são recriados no sistema de integração lavoura-pecuária, conhecido como sistema ILP, no período da seca. De acordo com a empresa, a meta para os próximos três anos é que toda a recria seja feita no sistema, “o que garante um ganho de peso elevado durante a seca, reduzindo em torno de cinco a seis meses o tempo de recria de um animal que chega à fazenda, isso devido à alta quantidade e qualidade nutricional da forragem”.

Questionado quanto ao uso do sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, conhecido como sistema ILPF, o Grupo Bom Futuro revela, ainda, que possui um projeto de implantá-lo em suas propriedades “para melhor aproveitamento das áreas com solo de menor fertilidade da fazenda e com isso também garantir o conforto térmico dos animais, o que agrega em ganho de peso”.

No que tange a nutrição animal, segundo o Grupo Bom Futuro, a ração é feita com produção própria de grãos. O Grupo possui três fábricas de ração localizadas nas fazendas de engorda, o que reduz, inclusive, em torno de 23% o custo de produção.

O Grupo realiza o ciclo completo de cria, recria e engorda em suas propriedades pecuárias, entretanto compra animais, também, de terceiros e parceiros do programa Bom Futuro Fomento Cria, onde cerca de 90% dos bovinos são para recria e engorda.

Festival de carne

No próximo dia 11 de fevereiro o Grupo Bom Futuro sediará o Festival Barba, Grelha e Bigode. “O objetivo da parceria do evento, é promover o consumo da carne de qualidade do mato-grossense, valorizando essa matéria-prima dentro Estado”, diz o Grupo Bom Futuro. O evento será na sede da empresa na Avenida dos Florais, Bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá.

Parte do lucro do evento, mais precisamente 50%, será doado ao Hospital do Câncer e para pesquisas em Bem Estar Animal”.

O evento é totalmente open bar e open food. Ao todo serão 20 stands, cada um sob o comando de um chefe diferente e voltado a um tipo de carne diferente. Entre os cortes que poderão ser conferidos estão Wagyu (considerada ‘a melhor carne do mundo’), brisket, dry aged e t-bone, além de carne de jacaré e pintado.

Por: Viviane Petroli
Fonte: Olhar Direto

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