Unicef aponta 4 assasinatos por dia de crianças e adolescentes na Amazônia

Região Norte ainda tem 18% de crianças invisíveis aos olhos do Estado. Políticas integradas de combate são discutidas por gestores em Macapá.

Os índices de mortalidade e vulnerabilidade social de crianças e adolescentes na Amazônia Legal foram o primeiro tema de discussão do Fórum Integrado pelo Desenvolvimento Social da região, que iniciou nesta quinta-feira (26) em Macapá, e reúne governadores, secretários e representantes das federações do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que compõem o território.

Gestores e técnicos da área social dos nove estados se propuseram a elaborar ações conjuntas visando reduzir indicadores expostos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que apontaram o assassinato, em média, de quatro crianças e adolescentes na região todos os dias. Ainda segundo as Nações Unidas, a Amazônia Legal tem 9,6 milhões de crianças e adolescentes, sendo mais de 50% vivendo em famílias pobres.

Além disso, o coordenador do Unicef para a Amazônia Legal, Unai Sacona, citou que 18% das crianças da Região Norte ainda são consideradas invisíveis aos olhos do Estado. No resto do país, o indicador é de 5%.

“Tivemos avanços. O Mato Grosso avançou na proteção das crianças indígenas, o Pará melhorou no pacto pela educação. De certa forma, houve avanços desde o compromisso assumido na Agenda da Criança Amazônica [em 2015], mas os estados podem apertar o passo e avançar com mais velocidade”, reforçou Sacona.

O encontro de gestores pelo fórum integrado reuniu instituições de governo e sociedade civil que se encaixam na luta em defesa da criança e do adolescente. A secretária-adjunta de Assistência Social do Amapá, Patrícia Silva, disse que o estado atua com a “Rede Abraça-me”, que busca notificar todos os casos de violência e buscar soluções para o problema.

“Ainda falta fazer uma capacitação de alguns profissionais que trabalham nesta rede. Talvez, possamos estabelecer uma cooperação entre os estados para avançar neste sentido. Vamos levar as propostas para os governantes tomarem as decisões amanhã, no Fórum de Governadores”, detalhou a secretária.

Fonte: G1

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