Video: Mergulhe com o piloto do nosso submarino nos recifes da Amazônia

John Hocevar, diretor da campanha de Oceanos do Greenpeace EUA, tem guiado várias descidas que estão revelando as primeiras imagens dos corais da Amazônia.  Você é nosso convidado para acompanhá-lo.  No video, ele descreve o que vê lá embaixo, e conta, no relato logo depois, porque precisamos defender este tesouro

Saudações dos Corais da Amazônia! Estou a bordo do navio Esperanza com uma tripulação internacional de 40 pessoas e dois submarinos DeepWorker. Estamos explorando esse recife pela primeira vez com quatro dos cientistas brasileiros que anunciaram a sua descoberta no ano passado. Como pode imaginar, descobertas desta magnitude são bastante raras, razão pela qual ele foi listado como uma das principais descobertas oceanográficas da última década.

Os submarinos de duas pessoas são pequenos e leves, capazes de levar um piloto (como eu) e um passageiro a profundidades de 600 metros. Nos últimos dias, temos mergulhado com cientistas e jornalistas observando os corais da Amazônia. O recife parece se estender por quase 1.000 quilômetros, desde a foz do Amazonas até a Guiana Francesa, principalmente em profundidades entre 50 e 120 metros. Até agora, as águas foram surpreendentemente claras, permitindo que alguns raios fracos de luz solar cheguem ao fundo do mar. Para visualizá-lo melhor, nós complementamos com luzes LED, que revelam as verdadeiras e magníficas cores do arco-íris dos habitantes do recife.

John Hocevar, a bordo do mini submarino, tem conduzido os mergulhos pelos recifes de corais da Amazônia. Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace

É incrível estar aqui. Assistimos a um golfinho saltar pelo ar ao lado do submarino, fomos seguidos por um cardume de grandes rêmoras, e até mesmo visitados por uma raia-manta. Temos percorrido paredões quase verticais cobertos com esponjas amarelas e sobre campos de corais moles que cobrem mais de 90% do fundo, intercalados com incontáveis ??peixes juvenis. Nas áreas mais rasas que visitamos, há leitos de areia com dunas altas esculpidas por fortes correntes marinhas, e planícies de algas.

Talvez o maior herói não reconhecido do recife da Amazônia seja o rodolito. Feito de um tipo de alga vermelha que constrói um esqueleto calcário, ele assume formas variadas, de pires a bolas de tênis, muitas vezes com poços, cavernas, sulcos, espigas, verrugas e outras estranhezas que fornecem abrigo para as pequenas criaturas se esconderem. Eventualmente, eles se fundem para formar estruturas maiores e parecem ter desempenhado um papel importante na formação do próprio recife da Amazônia.

Defenda os corais da Amazônia Depois de apenas uma semana de mergulho, já está claro que o recife de corais da Amazônia é um hotspot regional da biodiversidade. O grande número de tipos de habitat completamente diferentes fornece um lar para uma variedade deslumbrante de peixes, esponjas e invertebrados, muitos dos quais são endêmicos (únicos) para o Brasil. No nosso primeiro dia, a equipe científica acredita que documentamos duas novas espécies de peixe-borboleta e, no terceiro, vimos um peixe parecido com uma garoupa que ainda não conseguimos identificar.

Outra coisa que está clara é que o recife de corais da Amazônia não é o lugar para perfuração petrolífera. Infelizmente, antes mesmo de ter a chance de entendermos este novo bioma, ele já está ameaçado. As companhias de petróleo BP e Total planejam começar a perfurar na área já neste outono. Nossa corrida, portanto, é para documentar o recife da Amazônia antes de a operação começar, com a esperança de que o que encontramos ajude as pessoas a decidir que a área é muito valiosa para permitir isso.

Se posicione contra a exploração de petróleo na bacia da foz do Rio Amazonas.

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Por: John Hocevar
Fonte: Greenpeace

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