Inpa receberá exposição fotográfica “Água solar: experiências em comunidades indígenas”

A mostra destaca a tecnologia social água Box e os espaços de aplicação do que equipamento de desinfecção solar de água.  A fotógrafa alemã Katie Mähler acompanhou de perto a instalação do purificador de água em 12 comunidades da Amazônia

Nesta quarta-feira (8), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTIC) receberá a exposição fotográfica “Água solar: experiências em comunidades indígenas”, da alemã Katie Mähler, como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher. A atividade acontecerá no Paiol da Cultura, no Bosque da Ciência, espaço de visitação pública do Inpa, que estará neste dia com entrada franca para as mulheres.

À tarde a programação segue com um evento interno em homenagem às mulheres do Instituto, às 15h, na Sala de Seminários da Biblioteca. Uma hora depois (16h), tem início a Roda de Conversa “Mulheres na Ciência”, atividade aberta ao público, no auditório da Biblioteca do Inpa.

Katie Mähler registrou com suas lentes a instalação de aparelhos do Água Box, um equipamento de desinfecção solar de água desenvolvida no Inpa. A tecnologia licenciada como modelo de utilidade pública ajuda a reduzir doenças causadas por águas contaminadas por germes em aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia, através de radiação ultravioleta tipo C. Dois desses aparelhos foram instalados em Nampula, norte de Moçambique, na África, em 2015, por meio de uma parceria com a ONG Reviva.

Segundo a fotógrafa, as imagens foram captadas no período de março a agosto do ano passado, em pelo menos 12 comunidades ribeirinhas próximas a Tefé (distante a 523 quilômetros de Manaus-AM) e nas aldeias indígenas Deni e Kanamari (no rio Xeruã, afluente do rio Juruá, a dez dias de barco da capital amazonense) onde o purificador de água foi instalado.

“A exposição mostra o benefício que o Água Box trouxe para as comunidades”, diz a fotógrafa. “Ainda hoje as pessoas sofrem com doenças diarréicas, e muitas já morreram porque não tinham água limpa”, conta Mähler, que atuou como colaboradora nas atividades do inventor do água Box, o pesquisador do Inpa, o alemão Roland Vetter.

Ao todo, são 22 fotos de tamanhos variados que são resultados, principalmente de um “intensivão” de dois meses de convivência da fotógrafa nas aldeias e nas comunidades ribeirinhas, além de outras duas semanas confinada em um barco. A exposição ficará em cartaz no Paiol da Cultura até o dia 7 de abril, das 9h às 17h.

O água Box é considerado um modelo de utilidade por utilizar materiais e equipamentos para melhorar a vida das pessoas. Até o Exército Brasileiro se interessou pela tecnologia social, que por meio de uma parceria firmada em novembro de 2015 possibilitou a adaptação do purificador para uma mochila para ser usado por militares em operações de selva.

Para a coordenadora de Tecnologia Social do Inpa, Denise Gutierrez, a mostra é uma oportunidade de divulgação das experiências de campo que o Instituto desenvolve. “O Inpa tem estado presente em comunidades do interior e esta é uma maneira de dar visibilidade a este tipo de trabalho com uma linguagem visual e de uma maneira artística”, diz a coordenadora.

Ainda de acordo com Gutierrez, o projeto da fotógrafa Katie Mähler é importante para registrar o trabalho do Inpa e sensibilizar a sociedade para a questão da falta de acesso a água potável, especialmente a comunidade indígena que é mais negligenciada.

Por: Luciete Pedrosa
Fonte: Inpa

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