Livro com microcápsulas de repelente é lançado em comunidade ribeirinha

Obra foi lançada na comunidade de Tapará-Miri, na várzea de Santarém. Microcápsulas à base de citronela mantém longe vários tipos de mosquitos.

Criianças ficaram encantadas com o livro. (Foto: Ronaldo Barcelos/Divulgação)

Um livro com microcápsulas repelentes que podem manter longe os mosquitos da dengue, chikungunya, zica, malária e febre amarela foi lançado em uma escola na comunidade de Tapará-Miri, na região de várzea em Santarém, oeste do Pará.  A obra infanto-juvenil “Amazon-Guerreiros da Amazônia” existe desde 2013 e narra a história dos descendentes de todas as tribos indígenas da Amazônia.  A versão com repelentes é a novidade da temporada.

De acordo com o autor do livro, o escritor carioca Ronaldo Barcelos, as microcápsulas de repelente foram desenvolvidas por uma empresa que usa tecnologia exclusiva na área química. “O repelente é produzido a partir de um verniz especial, mais um mix de microcápsulas compostas por óleos naturais de citronela, cravo e nim-indiano”, explicou. As microcápsulas são acionadas durante o manuseio, o raio de proteção durante o uso pode alcançar até 1,5 m e o efeito pode durar até três meses dependendo da frequência da leitura.

O lançamento do livro foi realizado em uma escola e contou com a participação de alunos e professores, todos ficaram encantados com as histórias e ilustrações contidas no material. Na ocasião, a organização do evento entregou kits para todas as crianças, giz de cera e livro de atividades. A meta é distribuir é distribuir gratuitamente em 2017, 2000 mil kits e chegar a 20 mil nos próximos anos.

Sobre a escolha de uma comunidade de várzea, em Santarém, o autor do livro explicou que o obetivo é mostrar às crianças da floresta a importância que elas têm. “Com as crianças das cidades, que são a grande maioria, o trabalho é mais difícil porque eles perderam o link com a natureza e dessa forma não entendem a importância de todo o contexto e não a amam”, completou.

O projeto Amazon desenvolve ações educacionais e culturais para aproximar a floresta Amazônica no coração dos leitores. As ações visam estimular o conhecimento sobre a vida amazônica e importância para a sustentabilidade do planeta. “A história dos Guerreiros da Amazônia é uma semente de esperança para reconexão com as nossas naturais origens”, justifica o autor Ronaldo Barcelos.

Escola na comunidade de Tapará Miri. (Foto: Ronaldo Barcelos/Divulgação)
Escola na comunidade de Tapará Miri. (Foto: Ronaldo Barcelos/Divulgação)

Obra premiada

Em 2013, a história do “Guerreiros da Amazônia recebeu o prêmio Hugo Werneck, considerado o “Oscar” da ecologia, que premia, anualmente, as melhores empresas, cases e instituições das mais diversas áreas que trabalham em prol do meio ambiente e da sustentabilidade.

O objetivo do prêmio é aproximar a sociedade da natureza, abraçar a economia verde e lutar pela diminuição da fome e da pobreza mundial. Além disso, visa difundir as ideias de Hugo Werneck, que pregava a necessidade de se conhecer de maneira científica e vivencial a natureza, principalmente para podermos gostar e cuidar do meio ambiente.

Fonte: G1

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