Escolas e casas serão realocadas para evitar danos com erosões em arquipélago no Amapá

Estruturas às margens do rio Amazonas sofrem com fenômeno das ‘terras caídas’.  Plano é transferir locais para áreas mais a dentro nas ilhas do Bailique.

Escola de Boa Esperança corre risco de desabar com a erosão no Bailique (Foto: Divulgação/Iepa)

Escolas, passarelas, casas e órgãos públicos que estão às margens do rio Amazonas no Bailique, a 180 quilômetros de Macapá, poderão ser realocados para evitar danos com a ação da erosão na região. O lugar sofre anualmente com o fenômeno das terras caídas.

As mudanças que devem acontecer a médio e longo prazos integram um plano de ação da Defesa Civil e de órgãos ambientais municipais e estaduais. Os locais com risco de desabamento nas comunidades foram levantados com base em relatório do Instituto de Pesquisas do Amapá (Iepa).

Comunidades do arquipélago deverão ter casas e prédios realocados (Foto: Elison Amanajás/Arquivo Pessoal)
Comunidades do arquipélago deverão ter casas e prédios realocados (Foto: Elison Amanajás/Arquivo Pessoal)

Duas comunidades ribeirinhas apresentaram margens estáveis, enquanto oito se mostraram instáveis. Na vila de Itamatatuba, o posto de saúde corre risco de cair no rio. Na comunidade de Boa Esperança, a única escola da localidade pode desabar.

O coronel Janary Picanço, subcomandante do Corpo de Bombeiros, disse que o objetivo inicial é captar verbas com o Ministério da Integração Nacional para custear a transferência dos locais, que serão colocados em áreas mais distantes da orla das ilhas.

“Este ano identificamos alguns locais, e já iniciamos com o Ministério da Integração a captação de recursos para que algumas estruturas possam ser remanejadas. É um processo que demora algum tempo e que nós temos empenhado na tentativa de conseguir algum recurso para que essas ações possam ser efetivadas”, destacou o coronel Picanço.

Além das escolas e dos postos de saúde, a erosão tem derrubado postes de energia elétrica e atingido tubulações, comprometendo o fornecimento regular de água potável e eletricidade. A prefeitura de Macapá decretou situação de emergência na região em 9 de fevereiro.

Por: John Pacheco
Fonte: G1

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