Para Bolsonaro, demarcação sufoca economia e índio quer luz e internet

O pré-candidato a presidente da República, em 2018, deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), afirma que a principal lacuna do Estado é a discussão sobre terras indígenas. O parlamentar pontua que as demarcações sufocam a economia e não deixam desenvolver o agronegócio.

“Vocês começam a ter um problema sério que é indústria da demarcação de terras indígenas. Se eu chegar lá (presidente) não terá um centímetro quadrado demarcado como terra indígena”, disse o parlamentar ao desembargar no aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, na manhã de hoje (30).

Para Bolsonaro, o índio precisa das mesmas necessidades básicas de qualquer ser humano. Por isso, promete integrá-lo à sociedade, caso seja eleito. “A grande parte dos índios são brasileiros como nós. Ele quer ter energia elétrica, televisão, namorar loirinha, ter internet…”, sustenta.

Conforme o parlamentar, o país corre o risco sério de possuir inúmeras nações indígenas dentro do Brasil. “Temos que lutar contra isso”, sustentou o deputado que foi recebido por cerca de 30 simpatizantes que entoavam cantos de “Bolsomito”.

Em discursos na internet, Bolsonaro defende também que é preciso acabar com as demarcações em razão que essas áreas têm potencial de minério, como água, ouro, diamante e nióbio. Sustenta que os estrangeiros querem que essas terras tornem-se independentes para depois serem exploradas por eles, deixando o Brasil sem nada.

O polêmico deputado está em Mato Grosso para participar de evento que ocorre em Primavera do Leste. O parlamentar ministrará palestra no Farm Show, que acontece até amanhã (31). Essa é terceira vez que Bolsonaro pisa em solo mato-grossense.

As outras vezes que Bolsonaro esteve no Estado foi em abril do ano passado, onde palestrou na 9ª Edição da Parecis SuperAgro 2016. Na ocasião, se declarou favorável ao direito dos produtores rurais se defenderem de invasões com o auxílio de armas de fogo. Em junho, veio apoiar o então candidato a prefeito de Várzea Grande, Pery Taborelli (PSC).

A primeira vez que esteve em Mato Grosso foi em novembro de 2015, em Cuiabá. Na oportunidade comentou sobre a possível candidatura à presidência. No período, o deputado afirmou que não amenizaria seu discurso para conseguir apoio.

Agronegócio Bolsonaro acredita ainda que as autoridades não dão valor ao agronegócio em razão de Mato Grosso não possuir alta densidade eleitoral. Entretanto, o deputado diz que o Estado é o futuro do país. “Não apenas o agronegócio, mas também há um potencial mineral na região”, sustenta.

Em seus discursos na internet, Bolsonaro defende também que é preciso acabar com as demarcações em razão que essas áreas têm potencial de minério, como água, ouro, diamante e nióbio. Sustenta que os estrangeiros querem que essas terras tornam-se independentes para depois serem exploradas por eles, deixando o Brasil sem nada.

Fonte: RDNEWS

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Um comentário em “Para Bolsonaro, demarcação sufoca economia e índio quer luz e internet

  • 8 de setembro de 2018 em 12:26
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    Qualquer exploração de qualquer área da Amazônia não pode ser realizada inconsequentemente. A Amazônia é um ciclópico ultra complexo ecossistema, ou seja, é um ecossistema colossal e complicadíssimo, portanto, toda e qualquer exploração de áreas amazônicas deve ser antecedida por rigoroso e minuciosíssimo estudo científico da flora e fauna local com o respectivo levantamento de impacto ambiental. Assim sendo, a exploração deve obedecer a orientação dos estudos, para não causar algum desequilíbrio no ecossistema.
    Faltam políticos que defendam vigorosamente a Amazônia com muito cientificismo e honestidade no Congresso Nacional, tal qual fazia o senador Evandro Carreira: https://www.youtube.com/watch?v=qXxrIJjvrf8

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