‘Temos quebrado galho’, diz prefeito de Manaus sobre imigrantes venezuelanos

Capital decretou emergência após chegada de imigrantes indígenas da Venezuela.

Venezuelanos estão acampados em barracas em baixo de viaduto na Zona Centro-Sul de Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

O Prefeito de Manaus, Artur Neto, voltou a comentar a imigração de indígenas venezuelanos para a capital amazonense. Em coletiva nesta terça-feira (16), ele disse que o problema migratório é complexo e que os governos têm “quebrado galho” para contornar a situação. Manaus se tornou principal destino de indígenas venezuelanos que fogem da crise econômica e a falta de alimentos na Venezuela. Mais de 300 imigrantes já chegaram à cidade desde o início do ano.

A Prefeitura de Manaus disse que articula com o Governo Federal medidas para evitar que novos imigrantes se instalem na capital amazonense. “Seria um transtorno muito grande para nós”, afirma.

“Não temos onde abrigar aquelas pessoas. Estamos em tratativas com governo federal, que quer envolver a OEA [Organização dos Estados Americanos] e a ONU. O governo federal que tem mandado algum dinheiro para nós para resolver um ‘galhinho’ e o governo do estado está também começando a nos ajudar com outra ‘quebração de galho’ boa. Nós também estamos quebrando galho com dinheiro próprio da prefeitura”, afirmou o prefeito.

Artur disse que está em tratativas com o Governo Federal para impedir a entrada de 30 mil venezuelanos por meio de Boa Vista (RR). “A ideia que o governo federal está nutrindo é de fazer uma barreira em Pacaraima (RR). Tem 30 mil venezuelanos tentando entrar em Boa Vista e podem chegar a Manaus. Queremos cuidar bem daqueles que já estão aqui, excluindo os coiotes que trazem pessoas humildes de lá para Manaus. Já conversei com Polícia Federal e temos várias medidas a caminho”, comentou Arthur Neto, sem especificafr as medidas.

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) requisitou de secretarias municipais, estaduais, da Fundação Estadual do Índio (FEI), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Distrito Sanitário de Saúde Indígena (Dsei) de Manaus informações sobre plano emergencial integrado entre os diversos órgãos públicos para atendimento à saúde dos indígenas.

Venezuelanos em Manaus

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), 382 indígenas venezuelanos estão abrigados em Manaus. Um total de 56 retornou para o país de origem e outros já foram regularizados na capital.

Na semana passada, o governo recebeu um documento do Ministério Público Federal (MPF/AM) com recomendações para o atendimento aos venezuelanos. Manaus está em situação de emergência por conta da imigração dos indígenas da etnia Warao.

Em meio ao cenário de imigração, algumas mortes foram registradas entre os venezuelanos. No domingo (14), um bebê de nove meses morreu vítima de pneumonia. Em abril, um adulto morreu, de causa ainda não definida, e um bebê de seis meses também morreu em decorrência de infecção generalizada, iniciada a partir de uma catapora.

Por: Adneison Severiano
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