PF, Receita Federal e Ibama deflagram operação para combater extração ilegal de madeira em terras indígenas de RO

Foram expedidos 31 mandados judiciais em Guajará-Mirim.  Receita Federal calcula que prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 6 milhões.

Operação Máfia de Toras está sendo realizada em Rondônia e Santa Catarina pela PF, Receita Federal e Ibama (Foto: Polícia Federal/Divulgação )

Na manhã desta quinta-feira (14), a Polícia Federal, Receita Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deflagraram a “Operação Máfia da Tora” nos estados de Rondônia e Santa Catarina.  Segundo a PF, o objetivo da operação é combater uma organização criminosa especializada em extração ilegal de madeiras em terras indígenas.  Os suspeitos são investigados também por sonegação fiscal, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, as organizações criminosas agiam em Áreas de Preservação Permanente (APPs) localizadas em Nova Mamoré (RO) e no distrito de Vista Alegre do Abunã. A Receita Federal informou que o prejuízo aos cofres públicos pelo não recolhimentos de tributos federais pode chegar a quantia de R$ 6 milhões, segundo os cálculos efetuados.

Operação Máfia de Toras irá interromper atividades de madereiras que estão sendo investigadas (Foto: Polícia Federal/Divulgação )
Operação Máfia de Toras irá interromper atividades de madereiras que estão sendo investigadas (Foto: Polícia Federal/Divulgação )

Foram expedidos em Guajará-Mirim 31 mandados judiciais, sendo 15 de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva, cinco de condução coercitiva, além de decretação de indisponibilidade de bens dos suspeitos investigados. Os mandados estão sendo cumpridos, em Nova Mamoré, Guajará-Mirim (RO), Porto Velho e Florianopólis (SC). A PF informou ainda que, além das prisões, buscas e apreensões, as madeireiras investigadas serão lacradas e terão as atividades interrompidas temporariamente.

Conforme a PF, os suspeitos removiam madeiras das APPs para revenderem em Rondônia e demais estados do país. A PF informou ainda que os suspeitos haviam formado dois grupos que atuavam de maneiras parecidas.

Os suspeitos abriam empresas fictícias constituídas apenas documentalmente e sem atividade econômica. Ficou constatado ainda que as empresas foram criadas para dissimular a origem da madeira extraída ilegalmente por meio de fraude no sistema de Documento de Origem Florestal (DOF) e emissão de notas fiscais eletrônicas.

A PF afirmou que há indícios da prática de crimes de extração de madeiras nobres em terras indígenas, lavagem de capitais, usurpação de matéria-prima da União, falsificação ideológica, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, associação criminosa, entre outros.  Os investigadores acreditam que dezenas de milhares de metros cúbicos de madeira tenham sido irregularmente movimentados no sistema DOF – do IBAMA – para que fosse dado legalidade as madeiras extraídas clandestinamente.

Entenda como as organizações criminosas atuavam em Rondônia (Foto: Polícia Federal/Divulgação )
Entenda como as organizações criminosas atuavam em Rondônia (Foto: Polícia Federal/Divulgação )

Máfia de Toras

A ‘Operação Máfia de Toras’ levou esse nome, pois segundo a PF, os suspeitos criaram uma comunidade nas redes sociais denominada ‘Máfia de Toras.  Na página, eles postavam fotos de extração clandestinas de toras ma cidade de Nova Mamoré.

Fonte: G1

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