Atualmente, menos de 1% dos recursos federais é investido para ciência e tecnologia na Amazônia, revela a Fapespa

Pesquisadores paraenses estão preocupados, haja vista que a Amazônia é centro de interesses internacionais. Esse assunto será discutido a partir desta quarta-feira (16) em Fórum, em Belém.

Na opinião do presidente da Fapespa, Amazônia precisa de mais recursos financeiros para pesquisas. (Foto: Marlon Tavoni/EPTV)

Segundo a Fundação Amazônia de Amparo a estudos e Pesquisas (Fapespa), hoje, menos de 1% dos recursos federais é investido para ciência e tecnologia na Amazônia. Pesquisadores paraenses estão preocupados, haja vista que a Amazônia é centro de interesses internacionais e concentra a maior biodiversidade do Planeta. Esse assunto será discutido a partir desta quarta-feira (16) até o próximo dia 18, no Fórum Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, em Belém.

“A partir de hoje até sexta-feira, Belém se transforma na capital nacional da ciência, tecnologia e inovação no Brasil”, diz o presidente da Fapespa Eduardo Costa. Os representantes das 25 fundações de amparo à pesquisa dos estados brasileiros, das secretarias de estado de ciência e tecnologia, do Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPQ, Capes e Finep vão discutir acerca da necessidade de mais recursos financeiros para que esse trabalho seja feito de forma mais eficaz.

“A Amazônia não pode ser mero apêndice da federação brasileira. Precisamos estar no centro dos interesses nacionais e precisamos de mais investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Isso será discutido no Fórum”, diz Eduardo.

Na opinião do presidente, a Amazônia precisa de mais recursos porque possui 60% do território nacional, 8% da população nacional, 8% do PIB do país e menos de 1% dos investimentos em ciência e tecnologia.

Eduardo alerta que, neste período de crise, muitas bolsas de pesquisa estão sendo cortadas, quando, na verdade, os investimentos em ciência, tecnologia e inovação deveriam ser maiores. “A União Europeia fez isso em 2008, no auge da crise. Ou seja, a logica deve ser contrária, não podemos cortar investimentos em ciência e tecnologia. Neste memento precisamos estar juntos para discutirmos alternativas e saídas para a crise”, diz.

Na avaliação de Eduardo, quando as instituições de pesquisa transferem tecnologia para o setor produtivo, a produção é verticalizada e a base econômica é diversificada: “são gerados empregos e renda, a economia circula, aumenta a arrecadação tributária do Estado, o Estado passa a ter maior capacidade de investimento”.

O Fórum Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa ocorre no Palácio dos Despachos, na Avenida Doutor Freitas, em Belém, e na ocasião será lançado o Boletim de Ciência, Tecnologia e Inovação, que apresenta um diagnóstico desse setor no Pará. O boletim é fruto de uma parceria entre a Fapespa e a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia. O evento é aberto à comunidade academia e à sociedade civil nesta quarta e quinta-feira, com mesas redondas pela manhã no Sesc Boulevard.

Fonte: G1

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