Ibama, ouça a ciência e não ceda às pressões políticas

Na manifestação na frente do órgão, nossos ativistas entregam a Carta em Defesa dos Corais da Amazônia, assinada por cientistas contra a exploração de petróleo na bacia da foz do Amazonas; decisão que pode sair em breve não tem amparo técnico
O prédio do Ibama no Rio de Janeiro, onde será assinado o parecer técnico da licença ambiental, foi o local da manifestação. Foto: João Laet/Greenpeace

“Não é necessário abrir uma nova fronteira de exploração de petróleo para atender as necessidade de energia do País, ainda mais em uma região altamente sensível e da qual dependem muitas comunidades vulneráveis, como na bacia da foz do Amazonas.” A afirmação é da própria Associação dos Servidores do Ibama – Asibama, que representa os funcionários do órgão, em apoio à manifestação do Greenpeace em frente ao prédio do Instituto, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (14/8).

Com banners e placas, reunimos nossos ativistas e voluntários para pedir ao Ibama que resista à pressão política e ao lobby das empresas Total e BP e negue a licença ambiental que autoriza a exploração de petróleo na região, pois não há amparo técnico. “Os Estudos de Impacto Ambiental das empresas são repletos de falhas e inconsistências que impedem uma clareza sobre o tamanho dos danos em caso de vazamentos, no entanto, as próprias empresas admitem a probabilidade de 30% de um derramamento de óleo atingir o recife. É um risco muito alto”, afirma a bióloga Helena Spiritus, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

Entrega da Carta em Defesa dos Corais da Amazônia ao representante do Ibama (ao centro) Foto: João Laet/Greenpeace

Este é um momento crucial para a campanha, pois a licença está prestes a ser decidida pelo Ibama. Por isso, na manifestação, o professor Carlos Eduardo Leite Ferreira, doutor em Biologia Marinha e coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação em Ambientes Recifais da Universidade Federal Fluminense (Lecar/UFF), entregou ao representante da área de Óleo e Gás do Ibama, Ivan Werneck, a “Carta Aberta” assinada por renomados cientistas do mundo todo e que pede a proteção desse bioma.

Cheio de falhas, o Estudo de Impacto Ambiental das empresas considera pelo menos 30% de chance de um derramamento de óleo atingir os Corais. Foto: João Laet/Greenpeace

“O recife dos Corais da Amazônia, além de ser um corredor de biodiversidade entre a foz do Amazonas e o Caribe, é um refúgio para os corais que se encontram ameaçados pelo aquecimento global por estar em uma região mais profunda. No futuro, ele poderá ajudar a repovoar as áreas degradadas dos oceanos, porém, ainda o conhecemos muito pouco. Por isso pedimos que o Ibama ouça a Ciência e priorize a proteção desse ecossistema”, afirma o cientista.

Você também pode fazer parte dessa manifestação. Clique e envie uma mensagem direta para a presidente do Ibama pedindo pela proteção dos Corais da Amazônia.

Fonte: Greenpeace

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