Mobilização pela Amazônia reúne milhares em 13 cidades brasileiras

Ato chamou a atenção para as medidas adotadas pelo governo Temer que vão levar ainda mais destruição para a floresta

Mobilization in Ipanema Beach, Rio de Janeiro, for the Amazon and its preservation against Brazilian President Temer's environmental regressions.  On August 24th, Michel Temer, through an official decree, terminated Renca (National Reserve of Copper and Associates), an area rich in gold and other minerals between Amapá and Pará states.  This endangers Brazilian forests and indigenous people, since nine protected areas overlap the Renca area.<br /> Mobilização em Ipanema, no Rio de Janeiro, pela preservação da floresta Amazônica e contra os retrocessos ambientais do governo Temer.  No dia 24 de agosto, o presidente Michel Temer extinguiu, por meio de um decreto, a Renca (Reserva Nacional de Cobre e seus Associados), uma área rica em ouro e outros minérios na divisa do Amapá com o Pará.  A medida coloca em risco a proteção da floresta e das populações indígenas da região, uma vez que nove áreas protegidas fazem parte da Renca.

Pela proteção da Floresta Amazônica e contra os retrocessos socioambientais do governo Temer, milhares de pessoas participaram, neste domingo, da mobilização #TODOSPELAAMAZÔNIA em 13 cidades: Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Manaus (AM), Fortaleza (CE), São Luís (MA), São Paulo (SP), São Bernardo (SP), Imbé (RS), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Recife (PE).

Somente no Rio de Janeiro, aproximadamente 3 mil pessoas participaram do ato promovido na Praia de Ipanema. Entre eles, os atores Caco Ciocler, Luisa Micheletti, Sergio Marone, Marcelo do Valle, Alexia Deschamps, Leandra Leal, o diretor Alê Youssef e o cantor Charles Gavin.

Ator Sérgio Marone participou do ato no Rio de Janeiro

Na semana passada, mais uma medida adotada por Temer causou indignação nacional e internacional. No dia 24, ele decretou o fim da Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca) – uma área do tamanho do estado do Espírito Santo, rica em ouro e outros minérios na divisa do Amapá com o Pará. Sobrepostas aos 4,7 milhões de hectares da Renca existem nove áreas protegidas: sete unidades de conservação e duas terras indígenas. Ao abrir a região para a exploração privada, o governo vai acelerar a chegada da mineração em áreas de floresta com alto valor para conservação e deixar a área aberta ao avanço do desmatamento e da grilagem de terras na Amazônia.

“O que acontece em Renca é só uma pequena amostra do que vem acontecendo com o plano do governo para Amazônia. A gente tem um desmonte articulado a ser feito da legislação que regula o licenciamento ambiental no Brasil. E agora veio a público a vontade do governo de liberar todo o capital mineral brasileiro para a especulação internacional. É uma chamada para mostrar como esses movimentos do governo estão todos conectados e vão causar muita destruição na Amazônia”, comenta o Diretor de Campanhas do Greenpeace Brasil, Nilo D’Avila.

O Greenpeace também lançou no domingo uma petição exigindo que o presidente Michel cumpra o seu dever de preservar a Amazônia e:

  • Garanta a fiscalização da mineração e proteção das Unidades de Conservação e das Terras Indígenas na região da Renca;
  • Impeça o desmonte do Licenciamento Ambiental, que poderá permitir outras tragédias como a de Mariana;
  • Mantenha a proteção da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará;
  • Não permita mais agrotóxico no prato dos brasileiros;
  • Barre a escalada da grilagem e do desmatamento na Amazônia;
  • Reconheça e demarque as terras indígenas e quilombolas.

Assine aqui a petição e mande sua mensagem ao presidente!

#TODOSPELAAMAZÔNIA
#resista

Fonte: Greenpeace

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