Polícia Federal faz operação contra fraude em obras do VLT de Cuiabá

Trens do VLT em Cuiabá já existem, mas sistema ainda não funciona; obra é a mais cara da história do MT

 

Uma operação que investiga fraudes em obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Mato Grosso foi colocada em prática nesta quarta-feira pela Polícia Federal do Estado. Ao todo são 18 mandados de busca e apreensão, com epicentro em Cuiabá, mas também em outras regiões do país.

As obras do VLT estavam previstas para a Copa do Mundo de 2014, mas estão paradas desde dezembro do mesmo ano, por força de decisão judicial – no total, elas já custaram mais de R$ 1 bilhão.

Deflagrada nesta quarta-feira, a Operação Descarrilho apura os crimes de fraude, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha do modal do VLT e sua execução em Cuiabá.

Nesta quarta, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, sendo dez em Cuiabá, um em Várzea Grande (MT), um em Belo Horizonte, um no Rio de Janeiro, um em Petrópolis (RJ), dois em São Paulo e dois em Curitiba. A Polícia Federal cumpre ainda um mandado de condução coercitiva na capital mato-grossense.

Durante a investigação de PF e Ministério Público, foram colhidos indícios de acertos de propina com representantes de empresas integrantes do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, bem como desvio de recursos por intermédio de empresas subcontratadas pelo consórcio.

O impasse de conclusão do VLT

Em julho passado, o governo do Mato Grosso e o Consórcio VLT solicitaram à Justiça Federal um prazo de mais 30 dias para formularem uma nova proposta de acordo para a retomada das obras. O Ministério Público, tanto federal quanto em sua representação estadual, já se manifestou contrário ao acordo firmado entre as partes em março deste ano.

Segundo o governo mato-grossense, o dilemma atual reside no custo de conclusão do projeto. O Estado alega já ter destinado pouco mais de R$ 1 bilhão para empresas ligadas à obra, desde a fase de concepção. O consórcio requisita mais R$ 1,2 bilhão para terminar os trabalhos, em montante total que faz com que o VLT de Cuiabá- Várzea Grande duplique seu orçamento inicial.

Fonte: UOL

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