Cerrado está nas mãos no mercado

Hoje é dia do Cerrado. Ou do que sobrou dele. Entre 2013 e 2015 o Brasil destruiu 18.962 km² do bioma. Isso significa que a cada dois meses, neste período, perdemos  o equivalente à área da cidade de São Paulo. Este ritmo de destruição o torna um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta, sendo a principal causa a expansão do agronegócio sobre a vegetação nativa, principalmente da soja e carne.

E por isso, organizações ambientalistas se uniram e divulgaram hoje (11) um documento pedindo compromissos eficazes para que o desmatamento seja eliminado das cadeias produtivas. O documento afirma que o setor poderia impedir a destruição de mais de 30% do bioma que abriga as nascentes de 8 das 12 regiões hidrográficas brasileiras.

No documento pede-se que as empresas que compram soja e carne do Cerrado, assim como os investidores que atuam nesses setores, defendam o bioma. Para isso, devem adotar políticas e compromissos eficazes para eliminar o desmatamento e desvincular suas cadeias produtivas de áreas recentemente desmatadas. As organizações também cobram o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo governo e que ele crie instrumentos e políticas para uma produção mais responsável no Cerrado.

As organizações também cobram o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo governo e que ele crie instrumentos e políticas para uma produção mais responsável no Cerrado. Alertam que só cumprir a lei não é suficiente, pois ela autoriza que mais 40 milhões de hectares sejam legalmente desmatados no bioma. Pedem também que o governo e o setor privado desenvolvam incentivos e instrumentos econômicos para recompensarem produtores que conservem áreas de vegetação nativa.

O manifesto reúne 40 organizações signatárias, entre elas Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, WWF-Brasil, TNC (The Nature Conservancy), CI (Conservação Internaticional) Brasil, Greenpeace Brasil, IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola).

Acesse aqui o manifesto: Nas mãos do mercado, o futuro do cerrado: é preciso interromper o desmatamento.

Fonte: Amazônia.org.br
Com informações do IPAM

 

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