Gisele Bündchen e outros famosos celebram revogação de decreto sobre reserva da Amazônia

Diário Oficial da União atestou recuo do Planalto

Gisele Bünchen celebrou extinção de decreto – Reprodução/InstaStories

Engajados contra o decreto do presidente Michel Temer que extinguiu a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na região da Amazônia entre o Pará e Amapá, artistas celebraram a decisão do Palácio do Planalto de rever a medida. Nesta terça-feira, o Diário Oficial da União atestou a revogação do decreto, o que garantiu a preservação da área de 47 mil metros quadrados da exploração mineral.

Conhecida pela defesa de causas ambientes, Gisele Bündchen exaltou a união que resultou na extinção do decreto. “Uma vitória para a Amazônia, uma vitória para o planeta, uma vitória para todos nós”, escreveu a modelo na ferramenta stories do Instagram com a hashtag #JuntosSomosMaisFortes.

Nas redes sociais, outros astros da dramaturgia e da música comemoraram o recuo do governo e consideraram a revogação “uma vitória do povo brasileiro”. Eles compartilharam a imagem da organização ambiental 342 Amazônia, que destacava a pressão contra o decreto. No Instagram, as atrizes Glória Pires, Paolla Oliveira, Camila Pitanga, Isis Valverde e Cris Vianna foram uma das que comemoraram a notícia. Os cantores Nando Reis e Caetano Veloso, a cantora Kelly Key e a dupla Anavitória também celebraram.

A avaliação do Planalto foi de que houve “incompreensão geral” sobre o tema e que Temer deveria evitar mais desgaste no momento em que encara uma segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República. O chefe do Executivo foi acusado de obstrução de justiça e organização criminosa.

#Repost @342amazonia . . . Parabéns a todos! Vitória para o povo brasileiro! Em momentos tão difíceis, vale a pena sim se mobilizar. Somos muitos e ganhamos uma batalha! Valeu a pena cada postagem, compartilhamento e manifestação pela nossa Floresta Amazônica ?? Toda pressão criada por milhares de pessoas, artistas, ativistas evitou que uma área maior que a Noruega fosse destruída de forma irreversível pela mineração e ganância de um governo ilegítimo. Nossa união se provou mais forte. Ganhamos uma batalha. Somos muitos e isso é apenas o começo. O momento é de comemoração e a luta continua. São muitos projetos e tentativas de reduzir a preservação ambiental e de rifar nossas riquezas. Não passarão. A proteção da Amazônia e seus povos não termina agora. Ela apenas começou. Amanhã será maior. #342Amazonia #342agora #TodosPelaAmazonia @342amazonia

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O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, disse ao GLOBO que o imbróglio foi um “desgaste desnecessário” para o governo. Apesar do recuo, o ministério informou que as razões que levaram o governo a decidir extinguir a reserva mineral “permanecem presentes” e que “o assunto deve ser retomado em outra oportunidade mais à frente”.

A área, que volta a ser preservada, abriga nove unidades de conservação ambiental e indígenas. Documentos do Ministério de Minas e Energia (MME) revelam que, desde os primeiros movimentos para edição do decreto que revogou a Renca, o governo sabia que a mineração teria de entrar em regiões onde o setor estava proibido de operar, em razão da preservação ambiental.

Após a edição do decreto, o governo alegou que a medida preservava áreas de proteção ambiental e reservas indígenas. Mas nunca admitiu que a mineração implicaria mexer em planos de manejo.

Fonte: O Globo

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