Após três anos, Museu indígena na fronteira do Amapá tem obras retomadas

Serviços de reforma, instalações e paisagismo serão concluídos no início de 2018, diz governo. Local abriga registro histórico de quatro povos indígenas de Oiapoque.

Museu Indígena Kuahí, em Oiapoque, será entregue reformado no início de 2018 (Foto: Divulgação/Agência Amapá)

Após três anos de serviços paralisados, a reforma do Museu Kuahí, localizado no município de Oiapoque, distante 590 quilômetros de Macapá, foi retomada. A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf) diz que a empresa contratada está atuando no local e que o prédio será entregue no início de 2018.

O valor investido é de R$ 127.758,00. O custo total da obra chega a R$ 356.448,14, desde o começo dos trabalhos, em 2014. Nesse mesmo ano, o prédio ficou fechado para visitações por mais de seis meses e durante a reforma peças do acervo foram furtadas. Ao longo desses três anos os serviços foram interrompidos diversas vezes.

A retomada dos trabalhos no Kuahí faz parte de um pacote de obras e ampliação de serviços para Oiapoque, anunciado pelo governador Waldez Góes, em visita recente na cidade. A Seinf diz que o serviço não será mais interrompido e que só vai parar quando estiver com 100% concluído.

“Nossa previsão é fazer a entrega do prédio revitalizado no início do próximo ano. Houve muitos atropelos com a empresa que executa o serviço, mas agora ela nos garantiu que vai terminar, inclusive já tem homens trabalhando”, disse o secretário de estado de Infraestrutura, João Henrique.

A etapa atual da reforma prevê recuperação de parte do telhado, pintura interna e externa, restauração das instalações elétricas, recuperação do grupo gerador e paisagismo. Ainda segundo a Seinf as obras estão com 64% concluídas e o museu está sendo mantido aberto ao público.

O Museu Kuahí foi fundado em 2007 e tem registros históricos de quatro povos que habitam a região. São vasos e panelas em cerâmicas, acessórios e objetos usados na caça pelas etnias Karipuna, Palikur, Galibi Marworno e Galibi Kalinã expostos para visitação. A administração do local é feita por indígenas. O horário de funcionamento é das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Fonte: G1

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