Reunião decide situação de indígenas venezuelanos em Santarém

Na ocasião, será decidido em caráter de urgência, a implantação de uma comissão que tratará dos assuntos pertinentes aos refugiados indígenas oriundos da Venezuela.

Os 28 indígenas refugiados venezuelanos que chegaram a Santarém, oeste do Pará, na madrugada do dia 28 de setembro, estão abrigados provisoriamente em uma instituição religiosa. E para decidir a situação deles, a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtras), realizará uma reunião na segunda (2), às 14h, no auditório do Centro Municipal de Informações e Educação Ambiental (Ciam).

Na ocasião, órgãos federais, estaduais, municipais, instituições religiosas e entidades Indígenas decidem em caráter de urgência, a implantação de uma comissão intersetorial que tratará dos assuntos pertinentes aos refugiados indígenas oriundos da Venezuela.

Em nota, a Semtras informou que soube na manhã deste sábado (30), que algumas mulheres e crianças estavam pedindo esmolas na avenida Rui Barbosa, no centro da cidade. E que uma equipe da Semtras iria orientar quanto a essa prática e alertar sobre o risco que estão colocando as crianças. Ainda em nota, a Semtras disse estar garantindo a alimentação adequada, materiais de higiene e local para dormirem, além de atender até aos pedidos especiais como o fornecimento de trigo para que produzam um pão indígena. A Secretaria esclarece ainda que não pode privar essas pessoas de liberdade.

De acordo com a Semtras, os refugiados venezuelanos foram atendidos pelo governo municipal desde a chegada. O Conselho Tutelar iniciou o encaminhamento para os órgãos ligados aos indígenas da cidade, e também acionou uma equipe do Centro POP que foi até o local fazer uma abordagem social. Ao identificar que o grupo estava em situação de rua, a equipe encaminhou os refugiados em um ônibus até o prédio do Centro POP, onde eles receberam alimentação adequada, tomaram banho e lavaram as roupas. Após esses procedimentos, a equipe técnica cadastrou todos. Depois, foi contactada uma instituição religiosa que ofereceu abrigo até segunda-feira (2).

Os indígenas refugiados foram levados em um ônibus na noite de quinta-feira (28) para a instituição religiosa igreja. Na manhã de sexta (29) o grupo tomou café, as mulheres e crianças permaneceram no local e os homens saíram para tentar alguma forma de trabalho na cidade.

A Semtras disponibilizou toda a alimentação até segunda-feira (2), e a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) foi acionada, por meio da equipe de Consultório na Rua para fazer avaliações de saúde e realizar os encaminhamentos necessários a partir dos diagnósticos.

Fonte: G1

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