Estudantes do Rio Negro apresentam resultados de projetos de educação da FAS

Cerca de 100 jovens estiveram na comunidade Tumbira, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, para participar do I Festival de Encerramento de Projetos de Educação da FAS 

“Missão cumprida. Eu sou muito feliz por ter feito tudo que eu fiz”. Foi com essas palavras que a estudante Odenilze Ramos, 20 anos, se referiu ao Repórteres da Floresta, projeto do qual participou por três anos no Rio Negro. A iniciativa faz parte do Programa de Educação e Saúde da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), que com apoio do Bradesco, Samsung e Fundo Amazônia/BNDES tem promovido acesso à direitos para estudantes de Unidades de Conservação (UCs) do Amazonas.

Assim como Odenilze, cerca de 100 jovens estiveram no último sábado (18) na comunidade Tumbira, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, a 74 quilômetros de Manaus, para participar do I Festival de Encerramento de Projetos de Educação da FAS, que mobilizou estudantes do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental e 1º ao 3º ano do Ensino Médio, de dez comunidades da região.

Projetos como o Jovens Empreendedores, Intercâmbio de Saberes e Projeto de Incentivo à Leitura e Escrita (Incenturita) levam atenção integral, formação empreendedora e estímulo para habilidades como ler e escrever para estudantes moradores de regiões de difícil acesso no interior do Estado. “O principal objetivo é fazer com que os estudantes ribeirinhos tenham acesso a uma visão integral de conhecimento, promovendo a reflexão e transformação da própria realidade”, explica a gerente do Programa de Educação da FAS, Nathalia Flores.

Um dos momentos mais esperados do evento foi a apresentação das peças dos alunos do Incenturita. Abrindo a apresentação, os jovens da comunidade indígena Três Unidos levaram ao público a peça “Rodolfa”, uma homenagem à jacaré que virou mascote da comunidade graças às iniciativas de gestão de resíduos sólidos do projeto.

Com forte interação com o público conduzida pelos alunos Neucilane Silva, 13, e Riquelme Braga da Silva, 15, a peça falou sobre os cuidados com o meio ambiente, dando espaço para o improviso e adaptação do nascimento de Jesus em uma comunidade ribeirinha. Tamanha criatividade pode ser compreendida pela forma como o projeto é conduzido durante o ano. “Esses jovens tiveram liberdade para criar suas apresentações, são eles que definem de que forma as histórias serão contadas e hoje eles podem mostrar para o público o seu talento e a sua cultura ”, explicou a gerente  do PES, Nathalia Flores.

Após a apresentação, a emoção tomou conta de Neucilane. “Foi uma experiência única. Esse ano foi mais divertido porque fui eu quem apresentou e eu tenho certeza que o público gostou muito. Eu só tenho a agradecer a FAS por ter trazido esse projeto para nós”, concluiu a jovem.

Já a segunda apresentação ficou por conta dos alunos do Núcleo de Conservação e Sustentabilidade (NCS) Tumbira, no Rio Negro. Frevo e samba estiveram no pout-porri que os jovens criaram para representar a diversidade cultural do Brasil. Em meio à tanta emoção, o momento de despedida de Odenilze tinha chegado.

O Repórteres foi um grande aprendizado na minha vida e eu sou muito feliz por ter participado e por ser uma repórter da floresta. Agora quero cursar uma faculdade de comunicação, trabalhar na área e poder voltar para a minha comunidade, pois eu quero trazer conhecimento para o meu povo”, planeja Odenilze. Ao que tudo indica, a segunda parte da missão da jovem tem tudo para dar certo novamente.

“Muitas vezes o que acontece na vida da gente é fruto de um sonho e o que estamos vendo aqui é fruto de sonhos de muitas pessoas. Então é uma satisfação enorme ver essas coisas que pareciam impossíveis antes se tornarem realidade hoje”, comentou o superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana.

O evento contou com a participação de 20 voluntários de diversas áreas como comunicação, fotografia, empreendedorismo e artesanato. Entre eles está a fotógrafa Nathalie Brasil, que facilitou uma oficina de fotografia básica. “É muito bom contribuir com o conhecimento deles, pois os jovens estão sempre abertos a experiências e conhecimento. A fotografia é algo a ser explorado e desafia a pessoa a pensar e refletir sobre as coisas, acredito que passei isso para eles”, afirma a fotógrafa.

 

Fonte: A Crítica

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