Tocantins tem aumento de 318% nos casos confirmados de malária

Foram 70 pessoas diagnosticadas com a doença em 2017, contra 22 no ano anterior. A maioria dos casos está em Araguatins, onde foram realizados 578 exames e houve 59 diagnósticos positivo

O Tocantins tem 70 casos de malária confirmados até o mês de novembro de 2017. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde

Anopheles darlingi, o mosquito considerado o principal vetor da malária

(Sesau), as vítimas da doença estão concentradas em Araguatins, no norte do estado, onde foram registrados 59 casos e a cidade chegou a ficar em situação de alerta. Em 2016, foram 22 casos de malária em todo o estado.

Com o surto da doença em Araguatins, 578 pessoas realizaram o exame para o diagnóstico. Em Augustinópolis, quatro pessoas tiveram a doença. Os municípios de Palmas, Esperantina, Guaraí e Pequizeiro também tiveram casos.

Segundo a Sesau, a tendência é que os casos aumentem até o final deste ano, pois o estado está no período chuvoso. Com isso o mosquito transmissor se desenvolver com mais rapidez.

A Secretaria da Saúde informou que no começo do ano o Tocantins recebeu cinco brasileiros que vieram de outros países com malária. No mês de janeiro o G1 mostrou o aparecimento dos primeiros casos.

Sintomas

As pessoas que contraem a malária sentem dores de cabeça, febre alta, dores nos músculos e calafrios. Todos os casos suspeitos devem passar por exames de diagnóstico rápido disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde, que são o teste rápido ou o teste da gota espessa.

O resultado do teste rápido sai em 15 minutos. Já o teste da gota espessa deve ser prescrito pelo médico e o resultado sai em até 24 horas. Ambos os testes usam apenas poucas gotas de sangue retiradas do dedo do doente.

O governo informou que o tratamento é oferecido na rede pública de saúde, administrado de acordo com o quadro de cada paciente. A orientação é que as pessoas que apresentarem os sintomas, procurem uma unidade.

Um dos cuidados para não ser contaminado é evitar locais que são habitats naturais do mosquito Anopheles darlingi, considerado vetor principal da doença, conhecido como mosquito-prego. Ele gosta de alimentar no anoitecer e no amanhecer, segundo o gerente do laboratório de entomologia, Rogério Rios.

“Se a pessoa vai pescar ou acampar em áreas ribeirinhas ou em praias de rio, é importante usar repelentes entre 18 e 22 horas e entre 3 e 6 horas da manhã”, recomendou.

Fonte:  G1 Tocantins.

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