Trabalhadores de várias categorias fazem protesto em Manaus contra Reforma da Previdência

Ato ocorreu no Centro de Manaus, na manhã desta terça-feira (5).

Ato ocorreu no Centro de Manaus, na manhã desta terça-feira (5) (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Um grupo de manifestantes fez protesto contra a Reforma da Previdência, proposta pelo governo de Michel Temer. O ato ocorreu no Centro de Manaus, na manhã desta terça-feira (5). Outras manifestações são realizadas em outras cidades pelo Brasil. Com “Caixão do Temer”, manifestantes protestaram contra as mudanças da aposentadoria que governo federal pretende aprovar no Congresso.

O ato na capital amazonense começou por volta das 10h. Os manifestantes se concentraram na Praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia). De acordo com a organização, 500 pessoas participaram. A Polícia Militar não divulgou estimativas de público.

Uma das organizadoras do protesto é a Central Sindical e Popular (CSP). Gilberto Vasconcelos, da Secretaria Executiva da CSP, disse que as entidades sindicais buscam unificar representação da sociedade.

“Essa luta é contra aprovação da Reforma da Previdência. O governo quer dar de presente para população é retirar a aposentadoria. Queremos fazer com que a sociedade se mobilize cada vez mais para não deixar aprovar. Isso é um ataque que não precisa ser feito. Houve a CPI da Previdência e foi provado que não há déficit, não há motivo para fazer a Reforma da Previdência. Estamos mobilizando a sociedade para que em luta impeça aprovação”, disse Vasconcelos.

A Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) integrou o movimento contra as mudanças na previdência brasileira. Segundo Ísis Tavares, presidente da CTB-AM, o mais preocupante é a questão que envolve o tempo de contribuição e idade mínima para a aposentadoria.

“O tempo de contribuição é de 49 anos ininterruptos. E para ter 49 anos ininterruptos você não pode ser dispensado por nenhum mês e nem por ano. Hoje, nos temos o trabalho intermitente que não garante estabilidade para ninguém, inclusive rebaixa o salário mínimo e é inconstitucional”, afirmou Ísis Tavares.

A manifestação contou com apoio de comunidades indígenas e quilombolas. Professores, servidores públicos e lideranças sociais também participaram do protesto.

Fonte: G1

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