Convênio possibilitará criação de banco genético de peixes da Amazônia

Objetivo é fazer o melhoramento genético de peixes e disponibilização gratuita e online de um banco de perfil genético, inicialmente de matrizes de tambaqui e pirarucu.

Tambaqui será uma das espécies estudadas pelos pesquisadores.  (Foto: Dennis Barbosa/Globo Amazônia)
Tambaqui será uma das espécies estudadas pelos pesquisadores. (Foto: Dennis Barbosa/Globo Amazônia)

Um convênio assinado entre a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) possibilitará a implantação do Sistema de Gestão dos Recursos Genéticos Aquícolas da Amazônia (Sis-Regea). O objetivo é fazer o melhoramento genético de peixes de diferentes regiões da Amazônia e contribuir ao mesmo tempo para sua preservação e garantir a exportação certificada.

Com investimento de cerca de R$ 1 milhão, o sistema é pioneiro na região e consiste na disponibilização gratuita e online de um banco de perfil genético, inicialmente de matrizes de tambaqui e pirarucu, para a criação de alevinos – peixes recém saídos do ovo.

“Será possível saber a rastreabilidade do produto, para que não se tenha dúvida de que aquele animal veio de um cultivo sustentável, e isso é inovador para a região. Sem ciência e tecnologia não se tem produção, desenvolvimento sustentável ou geração de renda. A universidade, com um projeto como esse é capaz de dar subsídios para que a cadeia produtiva se desenvolva na região, e fortalece também o ensino a pesquisa e extensão, porque são projeto integrados”, afirma o reitor da UFRA, professor Marcel Botelho.

Projeto

Com duração inicial de 24 meses, o projeto é coordenado pelo professor e pesquisador Igor Hamoy, que já realiza pesquisas de análise de DNA no laboratório de genética aplicada da universidade. “No primeiro ano vamos investir na reforma do laboratório, compra de equipamentos e coleta dos animais das diferentes regiões aquícolas paraenses, como o baixo amazonas, sul e nordeste paraense. A segunda etapa é a análise e disponibilização online, através do banco genético, que será um site em que o produtor poderá acessar e ver esses resultados”, explica o professor.

O sistema de banco genético é inspirado no banco genético humano. Os produtores que vendem alevinos serão os principais beneficiados.

Fonte: G1

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