Em encontro com o Papa Francisco, indígenas do AC e RO querem alertar sobre aumento de suicídios em aldeias

Cerca de 100 pessoas de comunidades indígenas dos dois estados devem almoçar com pontífice na sexta-feira (19) em Puerto Maldonado.

Líder da Igreja Católica vai ter encontro com indígenas acreanos e rondonienses (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre )

A visita do papa Francisco ao Peru, que faz fronteira com o Acre, está sendo aguardada por muitos fiéis acreanos. Ele passa pelo país vizinho entre os dias 15 e 21 deste mês.

Na cidade de Puerto Maldonado, a visita ocorre na sexta-feira (19) e vai ser uma oportunidade única. Indígenas do Acre e Rondônia vão se encontrar com o religioso para representar o Brasil.

Ao todo, mais de 100 pessoas das comunidades indígenas dos dois estados devem representar o país no encontro com o líder da Igreja Católica. O Papa deve chegar à cidade peruana, que faz fronteira com Assis Brasil, às 10h.

Primeiro ele vai se encontrar com padres e fazer visitas à casa de crianças carentes. Depois, ele participa de um almoço com os índios acreanos e rondonienses.

Dom Joaquim Pertinez, bispo da Diocese de Rio Branco, fala que a visita do papa ao país vizinho é organizada pela igreja peruana e que a brasileira não está ligada a organização. De acordo com o bispo, Francisco escolheu visitar Puerto Maldonado para ter esse encontro com os povos indígenas da região amazônica, que o chama atenção e o preocupa.

“Puerto Maldonado não é uma das capitais importantes do Peru. Mas ele [o Papa] escolheu fazer essa visita ao local por justamente querer um encontro com os povos indígenas da região amazônica. [Apesar do encontro com os indígenas do Acre], nós como igreja brasileira não temos participação direta nesses eventos que o Papa vai ter no Peru”, reforça Pertinez.

Rosenilda Nunes, da equipe da Diocese de Rio Branco, fala que os indígenas estão preprando um documento para entregar ao pontífice. A intenção é alertar o líder católico para o aumento no número de suicídio entre alguns povos indígenas da região.

“Eles estão na expectativa de entregar esse documento que relata o sofrimento deles, principalmente sobre a demarcação dos territórios”, explica.

Apesar de ser um assunto específico e uma curta passagem por Puerto Maldonado, autoridades brasileiras já montaram o esquema de segurança no Acre.

“A aduana vai funcionar 24 horas, assim como Polícia Federal na imigração também. A Polícia Rodoviária Federal vai atuar, principalmente, no trevo de Xapuri, Brasileia e Assis Brasil “, explica Cezar Henrique, superintendente da PRF-AC.

Fonte: G1

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