Golfinho-fluvial e macaco zogue-zogue estão entre 20 novas espécies de mamíferos da Amazônia

Próximo passo é investir em pesquisas para conhecer hábitos e comportamentos dos animais.

A descrição do golfinho foi peita a partir de carcaças encontradas.  (Foto: Gabriel Melo-Santos/Divulgação)
A descrição do golfinho foi peita a partir de carcaças encontradas. (Foto: Gabriel Melo-Santos/Divulgação)

A Amazônia é a maior reserva natural do Planeta e ocupa uma área de aproximadamente 6,7 milhões de quilômetros quadrados. O território brasileiro guarda mais da metade da floresta, mas a área se estende para Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

Em meio à imensidão verde, 20 novas espécies de mamíferos foram descobertas segundo dados do relatório realizado pela World Wide Fund For Nature Brasil (WWF) em conjunto com o Instituto Marimauá, unidade de pesquisa do Ministério da Tecnologia Inovações e Comunicações durante os anos de 2014 e 2015.

As informações foram baseadas em levantamentos bibliográficos com descrições de mamíferos e consultas a especialistas. Mais de 60 publicações científicas foram analisadas.

O golfinho fluvial (Inia araguaiaensis) está entre as espécies que se destacam. O animal foi encontrado na bacia do Rio Araguaia (GO) em 2014 e se tornou uma das mais interessantes descobertas de biodiversidade de anos recentes. Acredita-se que o golfinho tenha surgido há mais de dois milhões de anos, quando a bacia dos rios Araguaia e Tocantins se separaram da Bacia Amazônica.

Fora do ambiente aquático, o macaco zogue-zogue-rabo-de-fogo também foi descrito. A espécie tem uma relação especial com o WWF. “Foi em uma expedição nossa em 2010 que ele foi registrado pela primeira vez. É como um símbolo das coisas que ainda vão ser descobertas na Amazônia” explica Ricardo Mello, coordenador do programa Amazônia do WWF-Brasil.

O macaco tem grande importancia para os pesquisadores. (Foto: Júlio Dal Ponte/Divulgação)
O macaco tem grande importancia para os pesquisadores. (Foto: Júlio Dal Ponte/Divulgação)

O relatório conta com 381 novas espécies, mas o destaque para o golfinho e o macaco está relacionado à dificuldade de encontrar animais de grande porte. “Boa parte das descobertas são de plantas, pequenos insetos, invertebrados e anfíbios. A descoberta de animais maiores reforça a necessidade de pesquisarmos mais e mais a Amazônia.”

O próximo passo após as descobertas é o investimento em pesquisas para conhecer hábitos, comportamentos e populações desses animais, além de reforçar os mecanismos de proteção do domínio natural fortalecendo as áreas protegidas, conservando florestas para que as espécies possam continuar vivendo em um ambiente saudável.

Fonte: G1

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