Kits de manejo de pastagem são entregues a pequenos produtores em Ji-Paraná, RO

Doze produtores do município foram beneficiados no Projeto Produção de Leite a Pasto. De acordo com Emater, com melhor alimentação do gado produtores produzirão mais.

Foram entregues na manhã desta terça-feira (23), kits de manejo de pastagem em Ji-Paraná (RO), cidade a cerca 370 quilômetros de Porto Velho. A entrega faz parte do Projeto Produção de Leite a Pasto. Doze pequenos agricultores foram beneficiados no município e 175 em toda a região central.

Produtores receberam kits de manejo do Projeto Produção de Leite a Pasto (Foto: Pâmela Fernandes/G1)
Produtores receberam kits de manejo do Projeto Produção de Leite a Pasto (Foto: Pâmela Fernandes/G1)

De acordo com o gerente do escritório local da Emater em Ji-Paraná, Gabriel Cordeiro Cavalcante da Silva, o projeto é uma parceria com os pequenos produtores rurais. Os produtores recebem treinamentos, calcário para a recuperação do solo e equipamentos para fazer a divisão dos pastos.

Por outro lado, para receber o kit e também os treinamentos, o produtor passa primeiramente por uma avaliação sobre sua renda e disponibilidade, principalmente de mão de obra, que será com por conta dele.

“O projeto melhora a qualidade da alimentação do gado, que aumenta a produção do leite e melhora a qualidade de vida do produtor rural”, explica.

O gerente explica que a principal diferença que o agricultor verá é trabalhar na mesma área que já tem, ou em uma área menor, com menos gado, e mesmo assim conseguir aumentar a quantidade de leite que é produzido na propriedade dele.

Este é o caso do produtor João Carlos da Silva, que viveu a vida inteira no campo. Hoje, ele trabalha com a esposa e tem uma ordenha para tirar, em média, 200 litros de leite diariamente. Com o investimento no melhoramento da alimentação das vacas, ele acredita que pode dobrar a produção leiteira na propriedade.

“Com a assistência que recebemos pela Emater, aprendi muitas coisas e no ano passado a produção já aumentou um pouco. Agora, pelo que entendi, com o melhoramento da qualidade de capim, eu acredito que vou chegar aos 400 litros por dia em pouco tempo”, afirma.

O produtor Joseni Olímpio Soares pagou o curso de agronomia com o dinheiro da renda do leite que a família produz na propriedade. Agora, com mais conhecimento, a família já vem investindo no melhoramento genético dos animais, mas, aprendeu que também precisa melhorar a qualidade na alimentação.

“Comprar uma vaca com grande potencial leiteiro e não oferecer um bom capim para ela, não faz diferença nenhuma. Agora, investimos em silagens e vamos também melhorar a qualidade do capim com este incentivo que é muito importante”, afirma.

Por Pâmela Fernandes
Fonte: G1

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