Projeto leva espécie de Ararajuba ameaçada de extinção ao Parque do Utinga

As aves, que passaram por um processo de adaptação de quase seis meses, estão prontas para serem integradas a seu habitat natural.

Projeto vai reintroduzir ararajubas ao ecossistema da Região Metropolitana de Belém (Foto: Marcelo Vilarta / Ascom Ideflor-Bio)

Na próxima quarta-feira (31) às 6h30 da manhã, um grupo de aves da espécie Ararajubas serão soltas no Parque do Utinga, em Belém. As aves, que passaram por um processo de adaptação de quase seis meses, estão prontas para serem integradas a seu habitat natural. A ação faz parte do projeto “Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas em Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém”.

O trabalho vem sendo realizado desde 2017 pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo e pela Fundação Lymington (SP), que trouxeram o primeiro grupo de Ararajubas ao Parque Estadual do Utinga, no dia 7 de agosto de 2017, instalado em dois viveiros de ambientação. Desde então, foi iniciado o trabalho de adaptação das aves ao novo ambiente.

O trabalho é de grande importância para a perpetuação da espécie, já que a ave está extinta na região metropolitana de Belém e se encontra na categoria de vulnerável (risco elevado de extinção na natureza em um futuro bem próximo) na lista nacional de animais ameaçados de extinção.

Ave

Espécie endêmica do Brasil, a ararajuba (Guaruba guaruba) é encontrada exclusivamente na área entre o norte do Maranhão, sudeste do Amazonas e norte do Pará; e sempre ao sul do Rio Amazonas e leste do Rio Madeira. Há registros de avistamentos em Rondônia e extremo norte do Mato Grosso, na década de 1990.

A população total das Ararajubas nunca foi grande e está diminuindo cada vez mais por causa das atividades humanas. Na Amazônia, os maiores índices de desmatamento acontecem nas áreas de ocorrência dessa espécie, tornando a sobrevivência da Ararajuba um enorme problema. Além disso, o tráfico ilegal de aves é outro fator que contribui decisivamente para a redução dessas aves no nosso planeta. Bandos inteiros, muitas vezes com filhotes recém-nascidos são transportados ilegalmente para o Sudeste e vendidos em feiras clandestinas para criadores ou revendedores por altos preços.

Fonte: G1

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