Medidas emergenciais buscam evitar novos acidentes com ‘Terras Caídas’ no AP

Comunidades do Bailique são afetadas pelo fenômeno natural e podem ser remanejadas. Órgãos de segurança e controle trabalham para elaborar ações preventivas.

Força da maré do rio Amazonas causa desmoronamento em barrancos (Foto: Divulgação/Defesa Civil)

Após diversos registros de destruições causados por erosões, um estudo sobre o fenômeno ‘Terras Caídas’ foi apresentado por órgãos estaduais de controle e segurança, no dia 23, para discutir medidas emergenciais e evitar novos acidentes no arquipélago do Bailique, distrito de Macapá.

Segundo o governo, os moradores das comunidades afetadas, que ficam a 180 quilômetros da sede da capital, serão chamados e informados sobre todo o planejamento de ações em relação aos fenômenos naturais. Inclusive, algumas famílias têm a possibilidade de serem remanejadas para outras localidades.

Trabalham nesse projeto a Defesa Civil Estadual, Gabinete Civil, secretarias de Educação (Seed), Meio Ambiente (Sema), Infraestrutura (Seinf), Comunicação (Secom), Ciência e Tecnologia (Setec), Inclusão e Mobilização Social (Sims), Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa), Companhia de Água e Esgoto (Caesa) e Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

No dia 12 de fevereiro, três escolas públicas da margem do Bailique tiveram que ser desmontadas após correrem o risco de desabar com a força da água. Após o alerta, as estruturas foram levadas para regiões mais seguras.

Escolas públicas foram desmontadas por causa do fenômeno das Terras Caídas (Foto: Secom GEA/Divulgação)
Escolas públicas foram desmontadas por causa do fenômeno das Terras Caídas (Foto: Secom GEA/Divulgação)

A Defesa Civil monitora 13 comunidades no bailique: Igarapé Grande do Curuá, Salmo 21, Limão do Curuá, Itamatatuba, Ilhinha, Foz do Gurijuba, Junco, Andiroba, São Pedro, Franco Grande, Ponte da Esperança, Vila Progresso e Vila Macedônia. Dessas, seis estão em maior risco: Itamatatuba, Franco Grande, São Pedro, Vila Macedônia, Vila Progresso e Ponta da Esperança.

Um relatório foi elaborado com informações sobre os riscos do fenômeno das Terras Caídas no Arquipelágo do Bailique, que já afetou quase de 150 casas, de acordo com relatório da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec).

Além da região do Bailique, o município de Itaubal e a comunidade do Sucuriju, no município de Calçoene, também estão sendo atingidas por fenômenos da natureza. O governo informa que está avaliando possível decretação de estado de emergência. A Defesa Civil estadual também busca ajuda financeira no Ministério da Integração.

Fonte: G1

Deixe um comentário