Amazônia tem dois biomas aquáticos reconhecidos como sítios Ramsar

Manguezais da Foz do Amazonas, entre o Amapá e o Maranhão, e Unidades de Conservação do rio Negro, no Amazonas, receberam o título nesta terça

Foto:Reprodução/Chico Batata

A Amazônia ganhou, nesta terça-feira (20) duas novas áreas úmidas. Foram reconhecidas nesta terça-feira (20) como sítios Ramsar, título conferido pela Convenção de Ramsar, que promove a proteção e a sustentabilidade de habitats aquáticos em todo o mundo, o mosaico de UCs federais, estaduais e municipais do Rio Negro, no Amazonas, em uma área de 12 milhões de hectares; e os Manguezais da Foz do Amazonas, em 3,8 milhões de hectares entre o Amapá e o Maranhão.

O anúncio ocorreu em evento no Fórum Mundial da Água, que ocorre em Brasília até o fim desta semana.

Além disso, também foi reconhecido como sítio Ramsar o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha.

Com a inclusão desses três sítios aos 22 já existentes, o país é, agora, o que detém a maior extensão em áreas reconhecidas como Sítio Ramsar. O título internacional contribui para que essas regiões conquistem novas parcerias, acordos de cooperação, apoio às pesquisas e obtenção de financiamento de projetos de preservação e conservação ambientais.

A diretora de Conservação de Ecossistemas do MMA, Ana Paula Prates, destacou a importância do reconhecimento, em especial os do Rio Negro e dos Manguezais da Foz do Amazonas. “É uma inovação enorme. Esses são os primeiros sítios regionais que conectam várias unidades de conservação e terras indígenas”, explicou. Considerado o maior Sítio Ramsar do mundo, o mosaico do Rio Negro é integrado por 17 unidades de conservação, federais, estaduais e municipais e oito terras indígenas. Já o sítio dos Manguezais da Foz do Amazonas é formado por 23 Ucs federais e estaduais.

Os certificados foram entregues pela secretária regional da Convenção de Ramsar para as Américas, Maria Rivera, que destacou a liderança brasileira na proteção às áreas úmidas. “O Brasil ocupa agora dois postos importantes na convenção. É um marco no tratado internacional”, declarou. Segundo ela, o reconhecimento é um passo importante tanto no plano regional, quanto no internacional.

Participaram da cerimônia o Secretário de Biodiversidade do MMA, José Pedro de Oliveira Costa, que representou o ministro Sarney Filho, o líder da Federação Indígena dos Povos do Rio Negro, Marivelton Rodrigues, do povo Baré, o conselheiro da União Internacional para Conservação da Natureza, Carlos Brickman, e Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental (ISA).

Fonte: Portal Amazônia, com informações do Ministério do Meio Ambriente

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