BNDES assina contrato de financiamento de fundo para a Amazônia

A entidade atua em três terras indígenas (Kayapó, Mankragnoti e Las Casas), com cerca de três mil indígenas, em território de 8,2 milhões de hectares

(foto: Hamilton Ferreira/Esp. CB/D.A Press)

“O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não é um banco só de campeões nacionais, de grandes empresas. É também um banco que está preocupado com as populações tradicionais, com a preservação da Floresta Amazônica, com o meio ambiente, com as populações mais necessitadas”, disse a diretora de Infraestrutura e Gestão Socioambiental da estatal, Marilene Ramos, em cerimônia para assinatura de contrato de financiamento do Fundo Amazônia para a Associação Floresta Protegida (AFP), que é uma organização indígena. Serão R$ 9 milhões para garantir o projeto “Território, Cultura e Autonomia Kayapó”, que prevê o monitoramento e proteção territorial da terra indígena, localizada no Pará.

A diretora da estatal classificou a assinatura com simbólica para mostrar que o BNDES “vai muito além de financiar os grandes projetos e a grande indústria”. O banco é o gestor do Fundo Amazônia e abrirá recursos para o programa, que foi um dos oito selecionados numa chamada pública para “apoio a planos de gestão territorial e ambiental em terras indígenas”. Segundo o BNDES, a ação também pretende gerar de renda por meio de atividades produtivas sustentáveis e capacitar agentes ambientais no local.

Continua depois da publicidade Oro Muturua, presidente da AFP, afirmou que a intenção da AFP é continuar protegendo a Floresta Amazônica. “Vivendo de uma forma harmônica com o meio ambiente e transmitir o conhecimento da gestão do território para as próximas gerações, garantindo a sustentabilidade da área”, declarou.

Também estavam presentes Kwyrykro Kayapó, vice-presidente da AFP e a secretária de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MME), Juliana Ferreira Simões. A associação foi criada em 2002 em Tucumã, no Pará. A entidade atua em três terras indígenas (Kayapó, Mankragnoti e Las Casas), com cerca de três mil indígenas, em território de 8,2 milhões de hectares.

Fonte: Correio Braziliense

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