Comissão em defesa do Pe. Amaro, líder da CPT afirma que acusações são forjadas

O padre é investigado por envolvimento nos crimes de associação criminosa, ameaça, esbulho possessório, extorsão, assédio sexual, importunação ofensiva ao pudor, constrangimento ilegal e lavagem de dinheiro.

A comissão recebeu a imprensa durante coletiva na manhã desta quinta-feira, 12 (Foto: Gabriel Pinheiro/Tv Liberal)
A comissão recebeu a imprensa durante coletiva na manhã desta quinta-feira, 12 (Foto: Gabriel Pinheiro/Tv Liberal)

A Comissão Pastoral da Terra (CPT), Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e Federação dos Agricultores do Estado do Pará (FETAGRI), realizaram uma coletiva na manhã desta quinta-feira (12), sobre a situação do Padre José Amaro Lopes de Sousa, que está preso deste o dia 27 de março. Segundo a avaliação da defesa, as acusações dos fazendeiros são forjadas, não há provas e a natureza dessas acusações seriam políticas.

O padre é investigado por envolvimento nos crimes de associação criminosa, ameaça, esbulho possessório, extorsão, assédio sexual, importunação ofensiva ao pudor, constrangimento ilegal e lavagem de dinheiro.

De acordo com a decisão do juiz da Comarca de Anapu, André Monteiro Gomes, “a medida se justifica para colheita de documentos, objetos e/ou quaisquer outros elementos de prova relacionados com os delitos em apuração”.

O documento cita que a prisão foi determinada para que as autoridades policiais pudessem levantar termos de declarações, vídeos, conversas de whatsapp, relatório de missão e reportagens, dentre outros, a fim de constituir as provas necessárias.

A Polícia suspeita que o padre tenha recebido dinheiro de fazendeiro com a finalidade de proteger uma propriedade. As transferências, que somadas chegam a R$29 mil, foram realizadas, segundo a Polícia, na conta da irmã do padre.

Na coletiva a defesa disse que analisou os documentos dos fazendeiros e concluiu que a área não é privada e sim da união. Disse também que Silvério Fernandes que seria o suposto dono da terra é na verdade um grileiro e não proprietário da terra. A defesa também afirma que não foram encontrados depoimentos ou boletins de ocorrência que registrem qualquer tipo de ameaça de ocupação das terras.

Sobre os valores de mais de 20 mil reais depositadas na conta da irmã do padre, a defesa afirma que seriam doações feitas por inciativas de um fazendeiro e alega que isso não configura como crime de extorsão. O dinheiro teria sido usado para a festa dos 50 anos do padre, no estado do Maranhão e o restante do valor usada em benefício da paróquia do padre.

Entenda o caso

José Amaro Lopes de Sousa foi preso no dia 27 de março, na prelazia do Xingu, onde atuava como paróco. O religioso era considerado braço direito da missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005 no Pará, e deu continuidade ao trabalho da religiosa em Anapu, sudoeste do Pará, defendendo os direitos humanos, os assentamentos de sem-terra e as reformas fundiária e agrária.

Fonte: G1

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