Indicação política pretende colocar PROS na presidência do ICMBio

Manifestação de servidores do ICMBio em Novo Airão, Amazonas. Foto: Rede Pro-UC/Facebook.

Pela primeira vez na história o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) pode ser dirigido por uma pessoa que nunca esteve envolvida com a área ambiental e não possui qualquer experiência com o tema. Por indicação política o governo federal pretende que Cairo Tavares de Souza, pertencente ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS) seja o novo presidente do órgão ambiental.

Servidores do ICMBio  se posicionaram contra a indicação. Em carta aberta funcionários afirmam que foram surpreendidos com a indicação e afirmam que o órgão, responsável pela gestão 333 Unidades de Conservação que correspondem a 9 % do território continental e 24% do território marinho, “não pode ser entregue a dirigentes sem experiência na área socioambiental, por mera conveniência política”.

Ainda destacam a história do ICMBbio, que desde sua criação, em 2007, foi presidido por profissionais na área socioambiental. “Em um contexto de imensa fragilidade das políticas públicas, a possibilidade da nomeação do Sr. Cairo Tavares coloca em risco o bom desempenho da missão institucional do ICMBio”.

Está é a segunda tentativa do governo federal de oferecer um nome do partido para o órgão ambiental e manter a legenda na base de apoio no Congresso Nacional. O primeiro nome, Moacir Bicalho, vice-presidente do PROS Nacional, foi descartado após manifestações dos funcionários. A indicação de Caio Tavares foi vista como possibilidade por sua formação em ciência política.

Em nota em seu blog, na noite de ontem, Segundo Vicente Nunes, colunista do Correio Braziliense, afirmou que o órgão se tornou interesse de ruralistas após aprovação de lei que permite a transformação de multas ambientais em projetos de compensação, o que significaria o “poder de negociar e aprovar projetos no valor de R$ 1,2 bilhão”.

Fonte: Amazônia.org.br

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