Pesquisa desenvolvida na Ufla quer explicar influência da Amazônia no clima no Sul de MG

Troncos de árvores são analisados na universidade e ajudam a ver a entender as mudanças no clima.

Troncos de árvores são analisados em pesquisa da Ufla (Foto: Reprodução/EPTV)

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Lavras (Ufla) pode ajudar a entender a influência do clima na região Norte, pela Floresta Amazônica, no Sul de Minas e outras partes do país. Pesquisadores da Ufla viajaram até a floresta e recolheram cortes de cedro, uma árvore da Amazônia, em parceria com empresas de extração regular. O estudo é feito a partir da análise dos troncos das árvores.

A madeira foi retirada de quatro áreas da Bacia Amazônica. Além de representarem a estrutura, cada linha do tronco marca um ano de vida da árvore. Também é possível coletar informações sobre a quantidade de chuva no período a partir do tamanho e da largura.

Após a análise visual das peças, elas são avaliadas em microscópio. Já foram feitas comparações importantes. Uma delas é referente aos eventos de seca mais recentes. “Esses anos de seca foram detectados nos anéis de crescimento, o que nos dá a segurança de que a árvore realmente responde a essa precipitação”, conta a orientadora da pesquisa Ana Carolina Maioli.

Estudo da Ufla explica influência da Amazônia no clima do Sul de MG (Foto: Reprodução/EPTV)
Estudo da Ufla explica influência da Amazônia no clima do Sul de MG (Foto: Reprodução/EPTV)

“Quando o anel está bem estreito ou mal forma uma camadinha, é porque foi um ano de seca extrema. E a gente consegue encontrar estes anos chaves nos eventos climáticos como El Nino ou eventos no Oceano Atlântico. Quando o anel é largo, é porque choveu bastante”, explica a pesquisadora Daniela Granato de Souza.

Na coleta e pesquisa, foi encontrada uma árvore de 1685. “Fui três vezes a campo e achei árvores já de 1750 também. Meu objetivo é voltar lá e achar mais árvores de 400, 500 anos”.

A umidade da maior floresta tropical do mundo abastece regiões responsáveis pela produção de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) da América do Sul. “A gente conhece muito pouco do clima da Amazônia dos últimos 50, 60 anos. E aqui com essa pesquisa a gente quer entender esse clima nos últimos 100, 200 e 300 anos”, conclui Ana Carolina.

Fonte: G1

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