Propriedade rural investe no cultivo de macadâmia e abastece indústrias em São Paulo

São 10 anos que a propriedade aposta na produção de macadâmia. Custo para produzir nozes é alto.

Uma propriedade rural em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, aposta no cultivo da macadâmia, uma noz de origem australiana que dá para comer como petisco, mas também é usada por indústrias de cosméticos para a hidratação de pele e cabelo.

Essa é a única propriedade em Mato Grosso que trabalha com a produção de macadâmia em grande escala. As nozes produzidas na fazenda abastecem indústrias de alimentos em São Paulo.

Na propriedade mesmo, começa o processo, mas a noz é encaminhada para São Paulo, onde passa por um processo de beneficiamento e secagem.

Já são 10 anos que a propriedade aposta na produção de macadâmia. Foram 10 anos de paciência e investimento. Os 300 hectares começaram a apresentar uma boa produção. A expectativa para essa safra é colher cerca de 10 kg de macadâmia por árvore.

Ao todo, são 2.700 pés, ou seja, serão aproximadamente 27 mil kg ao fim da colheita, que só começa em novembro.

Além de ser uma cultura delicada para se lidar, a colheita das nozes é feita somente uma vez por ano e hoje não há nenhum tipo de financiamento bancário que ajude o produtor que quer trabalhar com macadâmia. Tudo isso faz com que se torne uma produção cara.

“Para se ter noção, custa em média R$ 10 mil por hectare o custo de produção da macadâmia, enquanto o algodão, que é o mais caro da região, custa em torno de R$ 8 mil e a soja R$ 3,3 mil”, afirmou o diretor financeiro da fazenda, Rafael Bueno.

A baixa produção reflete no valor. O kg das nozes pode chegar a R$ 100 reais nos mercados. O valor nutritivo também é alto. São ricas em proteína e ferro, que ajudam no desenvolvimento dos músculos e a prevenir a anemia, por exemplo.

As indústrias de cosméticos também apostam na macadâmia para a hidratação da pele e dos cabelos.

Fonte: G1

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.