Rio Juruá fica abaixo de 5 metros, limita navegações e número de viagens é reduzido no interior do Acre

Percurso que era feito em 7 horas é feito em 14 horas. Transporte e lancha deve ser suspenso na outra semana.

Rio Juruá fica abaixo de 5 metros, limita navegações e reduz número de viagens no interior do Acre (Foto: Adelcimar Carvalho/G1 )
Rio Juruá fica abaixo de 5 metros, limita navegações e reduz número de viagens no interior do Acre (Foto: Adelcimar Carvalho/G1 )

Com o início do verão no Acre, o Rio Juruá começa a apresentar nível baixo e preocupa as empresas de navegação que fazem o transporte de pessoas entre as cidades de Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Na manhã de sexta feira (22), o nível o rio marcou 4,88 metros e as empresas devem suspender o uso de lanchas voadeiras já na próxima semana. Com isso, o transporte passa a ser feito em canoas com motores de polpa, conhecidos como rabetão, que dobram o tempo de viagem entre as cidades.

Ednelson da Costa, de 32 anos, é comandante de lancha no trecho entre Cruzeiro do Sul e Porto Walter. Ele diz que atenção nesse perído tem que ser redobrada para evitar incidentes.

“A navegação para Porto Walter já está bem complicada, o rio está meio seco, tem muitos rasos e paus que dificultam a navegação. Se não tiver atenção e seguir o canal, acaba se complicando. O proprietário já disse que vamos navegar em lancha somente até a próxima segunda-feira [25]. Depois só navegaremos no rabetão”, informa.

Para Marechal Thaumaturgo, as viagens já estão sendo feitas no Rabetão. Antônio Correia, de 27 anos, comandante de embarcação, diz que tempo de viagem dobrou.

“Para Marechal Thaumaturgo, a situação já está crítica. Lá para as cabeceiras, o rio já está bastante seco. Desde a semana passada não estamos navegando em lanchas, só em rabetão. Na lancha voadeira a gente fazia o percurso em 7 hora, hoje estamos fazendo em 14 horas. Isso se não houver nenhum contratempo”, explica.

Embora o nível do rio esteja muito baixo para este período do ano, o capitão Rômulo Barros diz que ainda é precipitado prever uma vazante rigorosa.

“Tudo vai depender do volume de chuvas. Para este ano, a previsão fluviométrica era de 87 milímetros de chuva para o mês de junho e choveu apenas 32 milímetros. No ano passado, imaginávamos uma seca histórica. Porém, a partir de 15 de agosto começou a chover fora do normal e a previsão não se confirmou”, relembra.

Duas empresas fazem o transporte de passageiros para as duas cidades. Durante o inverno, as viagens são diárias. Já no período de seca, as viagens ocorrem em dias alternados, devido a dificuldade de navegação a diminuição do fluxo de passageiros.

Fonte: G1

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